Humildade. Essa é a principal característica que deve nortear o candidato a líder dentro de uma igreja. Na avaliação das principais lideranças religiosas da cidade, só uma pessoa humilde é capaz de servir sempre e a todos. Eles citam a Bíblia, onde está escrito que a “mais bem aventurada coisa é servir do que ser servido”. No Evangelho de Marcos, Jesus diz que ele próprio, como filho de Deus, não veio para ser servido, mas para servir.
O padre Marcelo Rossi, uma das principais lideranças da Igreja Católica, ressalta que o humilde está sempre pronto a ouvir. Além disso, “o humilde cumprimenta a todos, independentemente da condição social ou econômica”, destaca. Desta forma, ele consegue agregar pessoas. Para Rossi, o verdadeiro líder é um agregador nato. “A liderança tem de ser uma busca constante pela humildade”, ensina, em entrevista por telefone ao Jornal da Cidade.
A busca por líderes é uma das principais preocupações das igrejas. É preciso formar pessoas para dar seqüência aos trabalhos de evangelização. Além disso, é preciso também pessoas que liderem os trabalhos dentro das próprias igrejas, como professores para a escola dominical ou catequese, por exemplo. Algumas igrejas têm encontrado dificuldades para encontrar gente para exercer essas funções.
Outras características apontadas pelas lideranças religiosas da cidade como essencial para os futuros dirigentes são saber trabalhar em equipe, ter equilíbrio, dar bom testemunho dentro e fora da igreja e ter disposição para o trabalho voluntário, entre outros pré-requisitos. O padre Marcelo Rossi aponta, ainda, a criatividade como um dos requisitos básicos para quem quer ser líder.
“Se o líder tiver a humildade de saber ouvir o outro e a criatividade no sentido de saber como agir com a pessoa, ele terá grandes chances de fazer um bom trabalho”, afirma.
Na opinião do padre Claudemir Moreira, da Paróquia São Cristóvão, para exercer algum cargo de liderança dentro da igreja a pessoa precisa conhecer e praticar os “valores cristãos” e ter uma “vida de fé”. Para o pastor Edson Valentin, diretor do Conselho de Pastores Evangélicos de Bauru, além de humildade, é preciso muito equilíbrio para comandar os trabalhos de uma igreja.
Na avaliação de José Luiz Nogueira, supervisor administrativo doutrinário da Seicho-No-Ie em Bauru, é indispensável ao futuro líder mostrar vontade para o trabalho voluntário.
Já para chegar a ser um dirigente espírita, além de humildade e amor ao próximo, o candidato precisa ter conhecimento doutrinário e experimentar uma transformação moral capaz de lhe dar equilíbrio físico e espiritual. Segundo a dirigente Leila Morales, o espiritismo é uma filosofia. Por isso, exige muito estudo por parte dos freqüentadores.