A mãe do economista Wagner Ismanhoto, Anita Bighini Ismanhoto, esperava ir para a maternidade no início de janeiro de 1963, mas para sua surpresa, o filho nasceu no dia 25 de dezembro. Ela, que havia ajudado a preparar a leitoa para o almoço de Natal, acabou tomando uma canja no Hospital Salles Gomes, na Vila Bela Vista. O nascimento do filho nesse dia foi um “presente do Papai Noel”.
Que a comemoração foi dupla nem é preciso dizer, observa a mãe. “Meu irmão, que também faz aniversário no dia do Natal, estava na casa da minha mãe quando eu fui para o hospital. Ele ficou muito feliz. Eu fui levada pela ambulância e três carros lotados de familiares acompanharam durante o trajeto.”
Para Anita, ter um filho nascido no dia de Natal é um privilégio. “É um dia especial e ele também é uma pessoa assim. Tem um bom coração e faz muito pelo próximo.”
Ela lembra com carinho do Natal de 1962. “No dia 24, eu limpei a casa e deixei tudo arrumadinho. No período da tarde fui para a casa de minha mãe e preparamos tudo para a ceia e almoço. Eu temperei a leitoa do almoço esperando consumi-la.”
Depois da ceia, Anita retornou para casa e dormiu. No dia seguinte, já acordou com um pouco de dor. “Era uma dorzinha fraca, mas chamei o médico, que me encaminhou para o hospital. Após os exames, a enfermeira pediu para eu ficar deitada, mas avisou que o bebê não ia nascer tão rápido. Quinze minutos depois, o Wagner começou a nascer”, lembra.
Os aniversários do filho, segundo ela, não passavam em branco na infância. “Na noite do dia 24 para o dia 25, fazíamos um bolo e cantávamos parabéns. Ele nunca gostou de festa.”