A malha ferroviária está depredada não apenas no entorno de Bauru, alerta o engenheiro ferroviário consultado pelo JC.
Ele afirma percorrer diversas localidades do Estado, constatando os eventuais problemas nessas regiões. “No geral, a situação é esta que você está vendo aqui”, diz.
“Outro dia estive em Jaú e, por curiosidade, andei pelos trilhos no perímetro urbano da cidade. Cheguei num trecho onde os dormentes estavam instalados numa rocha de arenito basáltico. Não havia sistema de escoamento de chuva, com isso a fricção é grande e a pedra desgasta. Deu até para levantar a madeira com a mão”, conta.
O diretor administrativo do Sindicato dos Ferroviários de Bauru, José Carlos da Silva, afirma estar ciente do estado da malha férrea da região.
“Nós fazemos visitas e, na verdade, a situação é caótica. Constatamos que será preciso muito investimento em recuperação”, diz. “Isso é prejudicial à segurança do trabalhador, que fica numa situação difícil”, completa.