São Paulo - A São Silvestre-2006 não deve ter nenhum ex-campeão. Marílson dos Santos e Robert Cheruiyot, que dividiram as taças das últimas quatro edições, desistiram. O brasileiro, campeão em 2003 e 2005, recupera-se de lesão no pé. Já o queniano caiu na Maratona de Chicago e preferiu descansar. Paul Tergat, maior vencedor da prova (cinco títulos), não corre no Brasil desde 2000.
Sem eles, Émerson Iser Bem, campeão em 1997, é o único ex-vencedor que pode largar. Mas o atleta, que não tem obtido bons resultados, não confirmou presença.
Mesmo atletas que poderiam aumentar a competitividade ficarão fora. Vanderlei Cordeiro, bronze na maratona em Atenas-04, treina em Paipa (COL). Ele optou por seguir sua preparação para a Maratona de Tóquio, que será em 18 de fevereiro. Rômulo Wagner, vice da São Silvestre-03, recupera-se de cirurgia no calcanhar.
As ausências põem Franck Caldeira como favorito. O mineiro ganhou, neste ano, a Volta da Pampulha, em Belo Horizonte, a Meia-Maratona e a Corrida Pan-Americana, ambas no Rio. Seus maiores rivais são quenianos sem resultados expressivos, como Matheu Cheboi, Kenneth Kosgei e Cosmers Kemboi.
“O nível técnico deve cair. O Marílson ganhou em 2005 com o tempo de 44min19s. Neste ano deve ser 45 ou 46 minutos”, diz Ricardo D’Angelo, técnico de Vanderlei.
O feminino ao menos terá duas ex-campeãs: Maria Zeferina Baldaia (2001) e Marizete Rezende (2002). As brasileiras terão como maiores adversárias as quenianas Pamela Bundotich e Jane Kibii, a argentina Cláudia Camargo, 13ª na Maratona de Nova York-06, e a israelense Svetlana Bahmend, anunciadas hoje pela organização.