09 de julho de 2026
Nacional

Nome de Chinaglia será imposto a Lula em conversas com aliados

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Depois de passar o Natal ao lado da família em São Bernardo do Campo (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retoma hoje as conversas com partidos aliados para discutir a composição do novo governo em seu segundo mandato. Lula deve se reunir na manhã de hoje com a comissão política do PT para consultar o partido sobre mudanças no ministério e os cenários para as eleições à presidência da Câmara e do Senado.

O presidente adiou para fevereiro as mudanças no ministério com o objetivo de acomodar os partidos aliados no quebra-cabeças que se tornou a composição do novo governo.

A disputa para o comando da Câmara e do Senado está no centro das discussões com os aliados. O PMDB caminha para desistir da candidatura própria e apoiar o nome do petista Arlindo Chinaglia (SP) para a presidência da Câmara. Em troca, os peemedebistas esperam ter o espaço do partido ampliado no primeiro escalão do governo.

Deputados do PMDB

Além da conversa com o PT, também estava previsto para hoje um encontro de Lula com deputados do PMDB para discutir a nova composição do governo. Os peemedebistas, no entanto, pediram para adiar o encontro para não interromper o recesso de parlamentares que estão fora de Brasília nas festas de final de ano.

O deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) disse que a bancada não está mobilizada para o encontro temendo problemas para retornar aos Estados em meio ao apagão aéreo dos últimos dias. “Essa reunião já estava marcada há tempos, mas queremos adiar. Eu mesmo não vou, nem o presidente Michel Temer (presidente do PMDB). Corremos o risco de passar o ano novo longe da família”, disse o deputado.

Geddel negou que a mobilização contra a reunião tenha motivação política. “É só isso, não tem nenhum intenção política por trás dessa decisão”, afirmou.

O deputado chegou a lançar a pré-candidatura para disputar a presidência da Câmara, mas abriu mão da vaga e se tornou defensor da união com o PT. “Se eu fosse à essa reunião com o presidente, eu diria que o PMDB caminha para apoiar o Chinaglia”, afirmou. Nos bastidores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalha para unir os aliados em torno de uma candidatura única para a presidência da Câmara.

Além de Chinaglia e do PMDB, que até agora mantém oficialmente a postura de lançar candidato na disputa, o deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) também trabalha para se reeleger presidente da Casa Legislativa.