09 de julho de 2026
Nacional

Após ataques do PCC, 80 mortes ainda precisam ser solucionadas

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Ribeirão Preto - Das 87 mortes registradas durante a primeira onda de ataques do PCC e que estão sob a suspeita de terem ocorrido com a participação de policiais, em 80 delas a autoria do crime ainda é desconhecida mais de sete meses após as ocorrências, segundo relatório da Ouvidoria de Polícia de São Paulo.

O relatório acompanha os casos ocorridos entre os dias 12 e 21 de maio de 2006. Além de a autoria do crime desconhecida, os inquéritos policiais não conseguiram superar a fase de diligências e produção de provas. De acordo com o relatório, quase todos ainda não chegaram ao Poder Judiciário. No total, foram 52 denúncias. Segundo o ouvidor interino, Júlio César Fernandes Neves, existe uma morosidade do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em resolver os casos.

“O papel da Ouvidoria é ir até o limite para que não haja corpo mole de quem está investigando.” A Secretaria de Estado da Segurança Pública informou que o DHPP é um dos departamentos de elite da capital e que ostenta o maior número de esclarecimentos de homicídios. O departamento é responsável só pelos crimes ocorridos na capital - 42 casos.

Segundo o relatório da Ouvidoria, das 87 vítimas, 85 tiveram laudos elaborados - destes, cada uma recebeu, em média, 5,87 tiros: foram 149 na cabeça, 191 no tronco e 159 em membros.