10 de julho de 2026
Nacional

Polícia acha pólvora em vagão da CPTM que foi queimado em Itapevi

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - O secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, afirmou ontem que foram encontrados vestígios de pólvora e indícios de uso de líquidos combustíveis dentro do vagão do trem da linha B (Júlio Prestes - Itapevi) da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) que pegou fogo anteontem. Um adolescente teve 70% do corpo queimado e está em estado grave.

Na mesma linha de explicação, o governador do Estado Cláudio Lembo (PFL) disse que o incêndio provavelmente foi causado por um ato de vandalismo, com a utilização de um líquido explosivo. Ambos afirmam que o caso de anteontem não tem ligação com a explosão ocorrida no metrô no sábado, ou mesmo com o crime organizado. Ontem a polícia realizou perícia no vagão incendiado e deve concluir um laudo em 20 dias.

O último vagão da primeira composição da linha B que saiu da estação Júlio Prestes com destino a Itapevi (Grande SP) na madrugada de anteontem pegou fogo quando chegava à estação Engenheiro Cardoso, em Itapevi. O carro foi completamente destruído. O secretário Fernandes afirmou que em uma averiguação realizada no vagão atingido foram encontrados resíduos de pólvora. “Pelo modo como o carro da composição ficou danificado, provavelmente também houve uso de líquidos combustíveis”, disse.

Para ele, a hipótese mais forte também é a de que o incêndio tenha resultado de um ato de vandalismo. O secretário disse que foram entregues à polícia fitas com imagens das estações da CPTM por onde eventuais autores do crime possam ter passado. “Com a análise das gravações, podemos ter uma solução do caso até na próximas horas”, afirmou o secretário. Em entrevista ao programa "SPTV", da Rede Globo, o governador Cláudio Lembo também afirmou que há indícios de que o incêndio tenha sido provocado por um “líquido atirado externamente, ou de dentro, não se sabe exatamente, mas é líquido”.

O secretário e o governador dizem que o incêndio não têm ligação com o caso de explosão de bomba que atingiu um trem do metrô no sábado. Eles também descartam a hipótese dos incidentes terem sido causados pelo crime organizado. “Em nenhum dos casos houve aviso prévio ou reivindicação da autoria de atentados. Por isso não acreditamos na atuação de facções organizadas”, disse Fernandes. Ontem a Polícia Científica realizou uma perícia no vagão queimado. A polícia de Itapevi espera que o resultado do trabalho fique pronto em um prazo de 20 dias. Ontem os policiais do DP de Itapevi ouviram testemunhas do caso.

Segundo o delegado Ednelson de Jesus Martins, funcionários da CPTM relataram ter ouvido um estrondo antes de o trem parar, em chamas, na plataforma da estação. O delegado informou que pessoas próximas à vítima Willian Costa da Silva, 16 anos, também foram ouvidas. “Tivemos relatos de que o Willian é um adolescente tranqüilo, e que no dia do incêndio voltava de uma festa na casa de amigos em Barueri”, disse o delegado.

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Na UTI

São Paulo - O adolescente W. C. S., 16 anos ferido gravemente no incêndio de um trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos anteontem foi transferido ontem para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele está internado no Hospital Geral de Itapevi (Grande São Paulo), onde ocorreu o acidente.

O adolescente sofreu queimaduras em todo corpo e será transferido assim que o hospital conseguir uma vaga em local especializado em tratamento de queimaduras.