10 de julho de 2026
Internacional

Tropas da Etiópia atacam guerrilheiros e avançam rumo a Capital da Somália

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Mogadício - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) realizou ontem uma reunião de emergência para discutir os combates travados na Somália entre as forças do governo interino e da Etiópia contra as Cortes Islâmicas - milícias que controlam a Capital, Mogadício, e a maior parte do país.

François Lonseny Fall, enviado especial da organização à Somália, recomendou ao CS a suspensão imediata do conflito sob o risco de ele se ampliar e desestabilizar a região. Dirigindo-se ao CS, Fall disse que a continuidade do conflito “seria desastrosa para o povo da Somália e teria sérias conseqüências para toda a região”.

O enviado afirmou que os soldados etíopes já estão a cerca de 70 quilômetros da Capital e podem tomá-la entre 24 horas e 48 horas. Segundo o primeiro-ministro da Etiópia, Meles Zenawi, há relatos não confirmados de que o número de mortos chega a 1.000, enquanto os feridos já são 3 mil.

Forças da Etiópia atacaram guerrilheiros da Somália em retirada da frente de combate ontem e ameaçaram tomar o controle da Capital somali, Mogadício, depois de cerca de uma semana de conflito.

A Etiópia apóia o governo interino laico da Somália contra guerrilheiros islâmicos que se apossaram da maior parte do sudeste do país depois de tomarem a Capital, Mogadício, em junho. Os EUA e o governo etíope em Adis Abeba afirmam que os guerrilheiros são apoiados pela rede terrorista Al-Qaeda e pela Eritréia, tradicional adversário da Somália. Os islâmicos afirmam possuir o apoio da população e dizem que seu principal objetivo é restaurar a ordem na Somália por meio da lei islâmica, depois de anos de anarquia desde a queda do ditador Siad Barre em 1991.

Ao menos dois jatos da Etiópia dispararam mísseis contra forças islâmicas em retirada do combate ontem, levando o governo a declarar uma vitória parcial.