10 de julho de 2026
Nacional

Taxa de juros para empréstimos caiu em 2006, aponta Procon-SP

Folhapress
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São Paulo - A taxa média de juros cobrada mensalmente dos consumidores nas operações de empréstimo e utilização do cheque especial diminuíram em 2006 na comparação com 2005. Levantamento feito pela Fundação Procon-SP mostra que o juro mensal médio dos empréstimos recuou 0,03 ponto percentual de 2005 para 2006, passando de 5,39% para para 5,36% ao mês. No caso das taxas aplicadas ao uso do cheque especial, a queda foi de 0,05 ponto percentual, de 8,25% para 8,20% ao mês.

O levantamento anual envolveu dez instituições financeiras: HSBC, Banespa, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Santander, Nossa Caixa, Banco Real e Unibanco. No empréstimo pessoal, o ano iniciou com uma taxa média, entre os bancos pesquisados, de 5,42%. As instituições que apresentaram a maior taxa média anual de empréstimo pessoal foram o Itaú e o Real, com 5,95% ao mês. Já a menor foi praticada pela Nossa Caixa - 4,25% ao mês.

No cheque especial, no início do ano os juros estavam, na média, em 8,31% ao mês. A maior taxa neste ano foi verificada no Itaú, de 8,50% ao mês, e a menor, na Caixa Econômica Federal, de 7,33% ao mês. Segundo o Procon-SP, 2006 começou com previsões de desaceleração da expansão do crédito para a pessoa física e certo temor de que o comportamento das taxas de juros pudesse ser influenciado pelas instabilidades de um ano eleitoral. Além disso, as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deixaram de ser mensal e passaram a ser a cada 45 dias.

No calendário do Copom, portanto, foram previstas apenas oito reuniões em 2006, em vez das tradicionais doze reuniões anuais que vigoraram entre 1996 e 2005. Em dezembro, o comitê reduziu a Selic de 13,75% para 13,25% ao ano. O processo de redução da taxa de juros começou em setembro do ano passado. Na ocasião, a Selic passou de 19,75% para 19,5% ao ano.

O Procon destaca, entretanto, que o nível de inadimplência foi o principal argumento das instituições financeiras para não diminuir substancialmente suas taxas. “Especialmente no varejo, o nível de endividamento do consumidor deu um salto no primeiro trimestre, em razão do crédito farto e das despesas típicas de Natal e início do ano”, divulgou.

Para o Procon, apesar de os juros terem recuado neste ano, a palavra de ordem ainda é cautela. “Ao longo de todo este ano, procurou-se alertar o consumidor para a necessidade de planejar seu orçamento com critério, recorrendo ao crédito somente em casos de real necessidade, comparando custo-benefício e, finalmente, evitar a inadimplência. O alerta deverá se manter para o próximo ano.”