Rio - A confiança do consumidor cresceu 2,2% em dezembro, atingindo 111,7 pontos, o maior patamar desde o início da série histórica, iniciada em setembro de 2005. Em dezembro, a avaliação otimista do consumidor sobre o desempenho da economia foi puxada pelas classes de renda mais alta.
Desde dezembro de 2005, a confiança do consumidor cresceu 7,8%, um resultado avaliado como “razoável” pelo coordenador da pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Aloísio Campelo, em razão da fraca base de comparação. “Em dezembro do ano passado, a economia não estava tão favorável. Avançou pouco em 2006, mas o consumidor mantém uma expectativa favorável para 2007.”
Para 2007, a maioria dos consumidores (53,2%) aposta em melhora da situação financeira familiar. Entre os mais pobres, o percentual dos que prevêem melhora chega a 68,3%. Ao longo de 2006, os consumidores de renda mais baixa foram os responsáveis pelo avanço do índice de confiança. Entre os entrevistados com renda familiar até R$ 2.100, 32,4% afirmaram que a situação financeira familiar melhorou em 2006. Já entre os que têm renda superior a R$ 9.600,00 esse percentual foi de 24,9%. Em dezembro, a situação se inverteu.
Consumidores com renda acima de R$ 9.600,00 registraram alta de 5,7% no índice de confiança. Entre os que têm renda de R$ 4.800,00 a R$ 9.600,00 o crescimento chegou a 6,2%. Os consumidores com renda mais baixa (até R$ 2.100) registraram alta de 0,8%, e os de renda entre R$ 2.100,00 e R$ 4.800,00 tiveram queda de 4% na confiança.
“Em dezembro estamos verificando um movimento oposto ao do restante do ano. A confiança não avançou nas faixas de renda mais baixas e cresceu nas mais altas. Precisamos observar os próximos meses para ver se há uma mudança de tendência. A visão dos consumidores de renda mais alta sobre o próximo ano e o novo governo pode ter influenciado a melhora do índice em dezembro.”