09 de julho de 2026
Articulistas

Feliz Ano Novo?


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Despedimo-nos do ano 2006 e entramos no ano 2007. Enquanto muitos gastarão verdadeiras fortunas na passagem do ano, dinheiro não necessariamente bem gasto, cabe-nos passar uma entrada diferente. Devemos nos preparar para fechar o ano com chave de ouro. Conforme os ensinamentos do Cristo. E nada melhor do que celebrar com a Igreja, com uma mensagem de amor e reconciliação. E como precisamos disso! A humanidade tem sido duramente provada por horrendas guerras, conflitos, genocídios, milhões e milhões de vítimas, famílias e países destruídos, miséria, fome, doenças, subdesenvolvimento, grande perda de recursos.

E de onde vem tanto mal? Da prepotência, do desejo de dominar e explorar os outros, ideologias de poder, nacionalismo repletos de ódio. Mesmo que ela não parta de nós, que nós não tenhamos esses vícios (alguém acredita em Papai Noel?), ainda somos responsáveis. Fazemos parte de uma família, de uma empresa (trabalho), de uma escola, de uma religião. Lembram que o homem é produto do meio? Pois é, aí é que os maus eos bons homens são feitos. E temos colaborado para a formação de bons homens?

Na linguagem científica, temos feito o que é certo? Para a religião, seguimos o bem? Somos éticos? Se não seguimos os mandamentos de Cristo, temos vivido em pecado. E a Igreja mostra que é Católica (do grego kat = para e holós = todos), isto é, para todos, convidando diversas igrejas cristãs para se unirem. Ora, se Cristo é amor e amor é união, por que os cristãos não são unidos e não falam bem uns dos outros? Algo está errado e Cristo morreu em vão. Contudo, isso não é mais verdade para as Igrejas Católica, Cristã Renovada, Episcopal Anglicana, Metodista, Ortodoxa Siriana e Presbiteriana Unida. É isso aí, a paz e o amor começam entre os que têm a mesma fé. E o dia primeiro também é o Dia da Paz. E se religiões com seus interesses próprios podem se unir para orar e conviver, por que não podem as famílias ser mais unidas? Já observou como existe desunião na própria família? Tanto ciúme, tantas rusgas, tantas comparações, tantos pequenos motivos para não viver bem... Por que as pessoas não podem diminuir um pouco o próprio orgulho para conviver em paz na família e na comunidade? O dia é apropriado. Se tradicionalmente o início de ano é dedicado à tomada de decisões por que não escolher melhorar o comportamento dentro de si próprio?

É preciso fazer alguma coisa para demonstrar o amor que sentimos por alguém, ficar acomodado esperando, não é inteligente. Para dizer “eu te amo” não custa nada, não demora, faz um grande bem para a alma e para a consciência, afinal, ninguém vive para sempre, ninguém sabe sua hora. Na dúvida... Feliz ano, é sua escolha, feliz ano novo, somente se for feliz pessoa nova!

O autor, Mário Eugenio Saturno, é pesquisador Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, mariosaturno@uol.com.br