09 de julho de 2026
Esportes

Brasileiros duvidam de recorde

Da Redação
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São Paulo - Não são apenas os quenianos que duvidam da possibilidade de ocorrer quebra de recorde na 82ª Corrida Internacional de São Silvestre. Para os destaques brasileiros, a prova deverá ser bastante disputada, mas sem que o tempo do queniano Paul Tergat seja ameaçado.

Até hoje, a melhor marca da prova permanece os 43min12 registrados pelo africano na edição de 1995. Apontado como principal candidato ao título deste ano, o brasileiro Franck Caldeira acha que o tempo da prova não deverá ficar acima dos 45 minutos. “Acho que vai ser 44min40 ou 44min50”, calcula.

Apesar da previsão, ele lembra que é difícil ter certeza de qualquer coisa em uma prova como a São Silvestre, marcada pela imposição de ritmos forçados desde o início. “Na São Silvestre funciona correr forte”, lembra. “Também vamos ter quenianos que vão dar trablaho e fica difícil sem saber exatamente como estará a temperatura e a umidade”, afirma Caldeira.

Também cotado para uma boa participação na corrida, o piauiense José Telles de Souza acha que o campeão deste domingo deverá fazer “45 baixinho”. “Eu treinei para baixar dos 46min. Nos últimos anos, o tempo vem caindo um pouco e acho que será assim este ano também”.

A julgar pelos últimos dias, as tardes paulistas têm sido de temperaturas elevadas e nem mesmo os tímidos chuviscos que caem por vezes em algumas regiões alteram significativamente o quadro. No ano passado, quando o brasileiro Marílson Gomes dos Santos foi campeão com o tempo de 44min19, as temperaturas estavam elevadas, mas durante a prova choveu forte. A organização da São Silvestre oferece um prêmio especial de R$ 10,5 mil para o atleta que bater o recorde da competição.