08 de julho de 2026
Regional

O que cada prefeito quer de José Serra

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 1 min

A partir de amanhã, o Palácio dos Bandeirantes será ocupado pelo governador José Serra (PSDB), que reacende a expectativa de municípios. Alguns se sentiram discriminados nos governos Mário Covas e Geraldo Alckmin e agora exigem outro tratamento. Outros se consideram satisfeitos, mas querem mais. O prefeito de Botucatu, Antônio Mário Ielo (PT), cobra de Serra uma postura mais republicana, no sentido de abrir as secretarias para as prefeituras sem discriminar qual legenda bate à porta.

O coro dos satisfeitos com a seqüência de governos do PSDB em São Paulo espera manter o relacionamento amigável.

No entanto, todos sabem que na configuração política atual, os cofres públicos abrem para atender interesses políticos. Não é a simples barganha, descarada muitas vezes, mas o que está em jogo é o comprometimento de um projeto político.

Na hora da eleição, o prefeito ou liderança regional busca votos do eleitorado para o candidato a governador ou a presidente. Depois vem a contrapartida, principalmente para aqueles prefeitos que pretendem a reeleição em 2008. Agora, na metade do mandato, é preciso mostrar para a população obras, melhorias e benfeitorias. Caso contrário, o projeto político naufraga.

Por isso, o novo ciclo que se inicia a partir de 2007 marca também a contagem regressiva para que prefeitos e lideranças regionais consigam sensibilizar o novo ocupante do Palácio dos Bandeirantes sobre a importância de suas demandas.