08 de julho de 2026
Ser

Com licença...: Comportamento nas festas

Glorinha Braga Ortolan*
| Tempo de leitura: 3 min

Festas existem o ano todo. Mas, para sermos convidados pelo prazer de nossa companhia e não por obrigação, devemos observar alguns detalhes:

Ao chegar à festa, não há necessidade de cumprimentar todas as pessoas. Cumprimentar apenas as que estão mais próximas e os anfitriões.

Coma alguma coisa, em casa, antes de ir à festa para não ficar com a barriga roncando.

Pegue um salgadinho de cada vez, mesmo que estejam deliciosos. E não se esqueça: pegue-os com a mão e não com o guardanapo.

Não cheire a comida antes de comer; apenas sinta o seu aroma, naturalmente.

Não leve uma pessoa que não tenha sido convidada, mesmo que seja o(a) seu (sua) melhor amigo(a).

Fique atento(a) à hora de se despedir; não seja o(a) último(a) a se retirar.

Vista-se de maneira adequada e de acordo com o evento. Cuidado com os trajes quando a festa for em volta da piscina. Você está participando de uma festa e não desfilando em uma passarela.

Pode-se elogiar a comida, mas jamais pedir a receita.

Não chegue de “mãos abanando”; leve sempre um presente que deve ser escolhido considerando a idade, estilo da pessoa, tipo de evento e grau de intimidade com os anfitriões.

No caso de presentes de amigo secreto, respeitar o preço estipulado. Evite presentes íntimos.

Fale baixo e evite conversas que versam sobre problemas pessoais, doenças, problemas com filhos, desgraças, etc. Não fale somente sobre você. Lembre-se de que uma conversa não é um monólogo: todas as pessoas devem participar dos assuntos que estão sendo comentados. Fofocas, nem pensar.

Em uma festa da empresa, divertir é preciso, mas cuidado com os exageros que, no dia seguinte, podem custar caro. Até o próprio emprego. Não se esqueça de que é uma festa profissional e as intimidades com os colegas ou com o chefe devem ser evitadas. Sua conduta, assim como a do seu companheiro(a), que estará presente mediante convite, também está sendo avaliada. Chocar as pessoas nunca é um bom negócio.

Sorrir sempre e ser simpático(a) somam pontos à sua postura.

Os anfitriões devem ficar atentos quanto à limpeza dos banheiros.

Não se deve ficar andando pela casa ou circulando pelo salão.

Se você é fumante, procure uma varanda ou algum lugar ao ar livre. Jamais fume à mesa e evite “filar” cigarros. Vício, cada um sustenta o seu.

Seja pontual. A pontualidade é sinal de respeito para com os anfitriões.

Jamais deixem os cartões de Boas Festas sem resposta.

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Pergunta: Como devo apresentar a minha mulher: devo dizer mulher ou esposa? (Ricardo)

Resposta: Apresente-a como sua mulher. Ricardo, se você me perguntar qual a razão deste tratamento eu lhe direi simplesmente que é a regra de conduta mais aceita nos compêndios de etiqueta. Porém, sinceramente, não vejo gravidade em usar a expressão esposa. Tenha certeza de uma coisa, apresentá-la como sua esposa, não é gafe.

Pergunta: Tenho lido que o vinho rosé é inferior ao vinho tinto, mas eu gosto do paladar. Posso servi-lo ou não? (João Mário)

Resposta: Há algum tempo, algumas pessoas diziam que só bebiam vinho Bordeuax. Era chic dizer isso. Com o passar do tempo e com maior esclarecimento, este esnobismo caiu por terra. Por este exemplo percebe-se que também no vinho existe o modismo. O vinho rosé está na moda. Não se trata de um vinho inferior e pode ser servido em várias ocasiões, não somente no aperitivo, mas também acompanhando uma refeição. É claro que existem vinhos e vinhos. Procure um de boa qualidade e, respeitados o bom senso e alguns princípios da enogastronomia (combinar o que se come com o que se bebe), sirva sem medo. Tenho certeza que vai agradar, mesmo porque o calor pede uma bebida bem gelada e fresca. Dica: o vinho rosé não é um vinho de guarda. Não deve ser tomado após três anos. Saúde.

* Educadora e consultora de etiqueta social e profissional e autora dos livros

“Educação e Requinte” e “Com Licença... preceitos de civilidade e cidadania” www.educacaoerequinte.com.br