09 de julho de 2026
Bairros

Animais também requerem atenção especial

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

Grandes ou pequenos, ferozes ou mansos, animais convivem com o ser humano diariamente sem contar com os importantes dotes da razão instrumental. Isso os põe numa séria desvantagem: desconhecendo os complexos mecanismos do mundo dos homens, eles ficam sujeitos a vários perigos no dia-a-dia.

Objetos inofensivos para as pessoas, como palhas de aço ou baldes cheios de produtos de limpeza, podem trazer sérios riscos aos pobres animais. Newton Jarussi é veterinário há mais de 22 anos e conhece de perto os riscos que uma casa insegura pode trazer para um bicho estimação.

Segundo ele, filhotes são as maiores vítimas da imprudência humana. Menos ajuizados, os jovens animais são incapazes de diferenciar alimentos saudáveis de corpos estranhos, como chaves e parafusos.

“É muito comum aparecerem pessoas em meu consultório trazendo cães e gatos intoxicados ou com intestino perfurado por objetos pontiagudos”, afirma. Uma medida simples, lembra Jarussi, poderia prevenir esse tipo de contratempo. “Todo dono deveria manter o bicho em local adequado, sem acesso a materiais perigosos”, alerta.

Para evitar problemas envolvendo seus 20 cães, a aposentada Darcy Leite, 64 anos, fez inúmeras adaptações em sua casa, no Jardim Bela Vista. “Coloquei grades para separar os filhotes dos cachorros mais velhos. Também instalei telas nos portões para evitar que algum deles escape para a rua”, explica.

Caso as demais pessoas tomassem as mesmas precauções que ela, certamente os consultórios dos veterinários não receberiam tantos pacientes todos os dias. Telas na janela de um apartamento, por exemplo, poderiam ter evitado um grave acidente envolvendo um gato, ocorrido meses atrás.

“Ele caiu do 5.o andar de um prédio e fraturou o maxilar”, conta Jarrusi, que socorreu o felino. Outro caso que chamou bastante a atenção do veterinário foi o de uma gata “intrépida”. “Ela sofreu duas quedas, em um curto espaço de tempo: a primeira, do topo de uma árvore, e a segunda, do 6.o andar de um edifício”, conta.

Para sorte da bichana, o tombo acabou sendo amortecido por um toldo providencial que havia na entrada do prédio. Na época, a gata teve apenas uma fratura no fêmur, e hoje em dia ela já está recuperada, pronta para novos saltos radicais.