07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Resistência

O ano começou com várias reformulações nas secretarias da prefeitura de Bauru, como todos sabem. Mas um assessor de primeiro escalão ainda resiste às pressões (enormes) e tenta ficar no mesmo posto a todo custo. Trata-se de Paulo Canalli, chefe de Gabinete do prefeito Tuga Angerami (sem partido).

• Voluntário

Pressões internas e externas pela saída de Canalli daquele cargo não são novas, mas nunca estiveram tão intensas como agora, ao ponto de até mesmo o prefeito admitir que o melhor seria uma mudança de ares. Porém, Tuga tem em Canalli um homem de confiança e dificilmente fará a troca se o mesmo não pedir.

• Desapego

A avaliação acima é de um político ligado ao Palácio das Cerejeiras. Segundo ele, Canalli precisaria entender o momento e mostrar desapego ao cargo, ajudando a promover uma nova fase de governabilidade para Tuga. “Mas ele deve pedir a mudança, para outra secretaria ou empresa municipal”, diz o tuguista.

• ‘Extinção’

Na esteira deste assunto espinhoso para Tuga e Canalli surgem as brincadeiras no meio político. Antonio Pedroso Júnior, do PSB, escreveu em seu blog que a solução poderia ser a “extinção” do Gabinete, já que a onda é essa na prefeitura. Claro que não dá para acabar com o Gabinete, mas é preciso uma solução rápida para pôr fim a essa “guerra” de nervos.

• Faltam nomes

Se Canalli decidisse mudar de função no governo, a primeira dificuldade de Tuga seria um nome para o posto, uma vez que no próprio Gabinete (e no governo) não parece haver alguém com a cintura suficiente que o cargo requer. Ou seja, uma pessoa experiente, que sirva de filtro para Tuga quanto aos muitos pedidos e com capacidade para se relacionar bem, com os vereadores, acima de tudo.

• Sem interferir

O deputado Pedro Tobias (PSDB) disse na última semana ao JC que não vai se intrometer nas eventuais mudanças de cargos em postos chaves do governo na região. Essa já era uma prática que havia adotado no governo Alckmin e que será mantida agora, informa o deputado.

• Dor de cabeça

Tobias aprendeu um dia que bancar nomes para cargos desta natureza traz mais dor de cabeça do que benefícios. Além do mais, é uma prática mais saudável administrativamente deixar que o governador e secretários de Estado contem com nomes que melhor se enquadrem tecnicamente em cada função. E José Serra tem este perfil tecnicista.

• Audiência

Uma audiência pública hoje, às 19h, na Câmara Municipal de Bauru, vai tentar influenciar para uma improvável reversão na decisão do prefeito Tuga Angerami de fundir a Secretaria da Agricultura com a de Desenvolvimento Econômico. Dificilmente Tuga retrocederá. Mas a audiência poderá servir para acertar algumas situações internas de interesse dos produtores rurais, advindas da extinção da chamada Sagra (Secretaria da Agricultura).

• Nome novo

Não é difícil a futura pasta resultante da fusão chamar-se Secretaria de Agricultura, Indústria e Desenvolvimento Econômico. É uma forma de não extinguir a atividade “agricultura”, pelo menos da nomenclatura oficial do organograma público. Poderia aplacar um pouco a revolta dos setores agrícolas municipais.