09 de julho de 2026
Articulistas

O potencial de nossos sonhos


| Tempo de leitura: 2 min

Nossa evolução é um processo permanente de manutenção de nossos sonhos. Ao buscar sua concretização, é preciso pavimentar o íntimo de teimosia vivencial. As primeiras tentativas são como passos de tartaruga. Os horizontes no infinito e os sonhos no seu marco inicial fazem de nós visionários não domados pela realidade. Essa rebeldia nos ensina a domar nossas utopias circunscritas ao nosso universo intimo. Esta metodologia existencial faz os primeiros passos acelerarem quando temos horizontes mensuráveis. A largura de nossos passos iniciais depende de barrar os horizontes em posições atingíveis. Medir nossos sonhos é projetar no sentido da realidade.

O inatingível deve ser eliminado como também o marco inicial de nossas utopias. Devemos sempre nos mobilizar e percorrer o trajeto, pois somente assim nossa trajetória será no sentido evolutivo. Deixar que os sonhos nos corroam de paralisia é sepultar a realidade nativa. Colocar no caminho de suas concretizações é tirar do sol a magnitude de suas energias. Percebo através de minha experiência vivencial que os sonhos contidos nos transforma em agressivos realizadores de utopias. Como também quimeras mortas fazem as nuvens negras permanecerem sobre nosso espaço, definitivamente. Para saber conduzir os sonhos é preciso uma vontade infinita.

Os erros de logística não nos devem reter. Levar ao término aquelas ilusões inicialmente inertes nos exige uma perícia de mestre. Ser cativado pela metodologia das utopias é proteger com uma barreira indestrutível nossa monotonia diária.

Submerso em nós deve existir uma impulsão potente que nos agita com ações e projetos atingíveis. É incompreensível a polidez vivencial se nossos sonhos rústicos não nos fazem locomover. Permanecer sem caminhar é caso de escravidão da rotina. As utopias nos fazem voar a distancias mensuráveis com nossos sacrifícios. Ter pontos de aterrissagem é trocar o combustível e aumentar o motor de nossas motivações. Vidas sem ilusões são como as manhãs fúnebres, sem encantos dos cantares dos pássaros. Abrir os amanheceres com alvos a serem atingidos é laçar a vida de alegrias.

Enterrar os fracassos é adubar as terras de realizações de fertilidades. Os equívocos existenciais não podem abruptamente impedir nossas trajetórias. Saber andar por trajetos tortuosos só pode dar numa avenida feita exclusivamente para você. Olhe a realidade do alto e perceba com os pés no chão que podemos atingir os mais altos objetivos com impulsão vinda dos sobressaltos de nossos sonhos, conseguindo assim sair do solo com valentia. Perceba a altura em que está e se estiver no chão não olhe para cima, pois poderá intimidar com restante do que falta, e se finalmente estivem nas alturas, venha dar as mãos ao seu irmão impregnado no solo, agarrado à estagnação vivencial e dominado pela rotina sem novidades.

O autor, Juarez Alvarenga, é advogado e escritor