09 de julho de 2026
Nacional

‘Amazônia’ estréia em ritmo lento, dizem analistas

Folhapress
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É em clima de disputa e paixão que a minissérie -que estreou na semana passada- tenta conquistar o telespectador. Na estréia, alcançou 34 pontos no Ibope, contra 39 registrados no primeiro capítulo de “JK” (2006). Amanhã, com a estréia do “Big Brother Brasil 7”, “Amazônia” será exibida mais tarde, por volta das 23h. Na opinião dos especialistas, será preciso agilizar o ritmo para segurar a audiência.

“É uma superprodução, tudo é muito cheio de charme. No entanto, do ponto de vista dramático, a série não disse a que veio. Enquanto ‘Vidas Opostas’ segura o público na Record, ‘Amazônia’ não consegue o mesmo efeito”, comenta Maria Lourdes Motter, professora de teledramaturgia da USP. Já o doutorando Claudino Mayer manda um recado para a novelista: “Está muito cansativa, e está só no começo.”

A ação da minissérie se desdobra entre Manaus (AM), os seringais do Acre e o Rio de Janeiro. Na primeira semana, o que se viu foram belas cenas das paisagens da floresta e diálogos cansativos, principalmente sobre política e diplomacia, e muito pouco de dramas folhetinescos. É a partir desta semana que a história deve ganhar mais emoção, já que as principais tramas estão previstas para começar a se desenvolver.

Até o momento, foi mostrada a preparação da elite para desbancar os bolivianos, as noitadas no cabaré de Lola (Vera Fischer) e o enriquecimento de Galvez (José Wilker). Na mata, Bastião (Jackson Antunes) sentiu as injustiças do coronel Firmino (José de Abreu) e, no Rio, Plácido de Castro (Alexandre Borges) se prepara para liderar a ação na floresta. Que venha, então, a ação.