08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Que bom seria...


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Que ao invés de um boteco, em cada esquina existisse uma igreja. Que bom seria se em cada bairro, ao invés de uma boca-de-fumo, existisse uma igreja. Que bom seria se ao invés de penitenciárias, existissem seminários. Que bom seria se ao invés das Febens existissem acampamentos para jovens Cristãos. Que bom se nas esquinas tivéssemos igrejas ao invés de prostitutas e travestis. Que bom seria se tivéssemos fé e com ela removêssemos montanhas como o alcoolismo, as drogas, a violência e a corrupção.

Fé, que na sua definição bíblica é a esperança das coisas que não se vêem e a certeza das coisas que se esperam. E que bom seria se tivéssemos esta fé que pode curar doenças sem as filas do SUS.

Quanto às colocações do leitor Delson, sob o título “Uma igreja em cada esquina”, sem dúvida alguma são pertinentes, pois desde o tempos bíblicos, passando pela Igreja Católica até os templos em cada esquina de hoje, a fé tem sido comercializada como se fosse um produto e vem, infelizmente, muitas vezes sendo utilizada como forma de manipulação.

Mas mesmo assim não se pode jogar o bebê junto com a água do banho. E muito menos impor controle do Estado sobre a fé e abalar a liberdade religiosa. Seria, no mínimo, não aprender com a lição histórica.

Não existe nada de errado em contribuir espontaneamente com dízimos e ofertas para igrejas. Muitas pessoas contribuem com altos valores para ecologia, defesa dos animais e até para partidos políticos. E é preferível investir em que podem transformar como a fé do que quaisquer outros. O que é necessário é discernir onde e como fazer. Transparência na aplicação dos recursos e a vida de Jesus como padrão são principios bíblicos que podem ser utilizados para esta decisão.

Márcio M. Carvalho - RG 7.778.792