Reunir em um único banco de dados informações detalhadas sobre todos os criminosos de Bauru e região. Endereços, família, tatuagens, comparsas. Tudo estará listado em um sistema do Departamento de Polícia Judiciária-4 (Deinter-4). Outra novidade planejada pela Unidade de Inteligência do Deinter é a instalação de computadores em cada Plantão Policial, para que a própria população registre boletim de ocorrência de furtos e extravios.
A coordenadora da Unidade de Inteligência Policial (Unipom), delegada Cláudia Garmes Armani, relata que ainda no próximo semestre o novo sistema estará pronto. “As unidades do Deinter-4 estarão mais integradas. A troca de informações será mais ágil”, avalia. Segundo Garmes, todos os autores de delitos estarão relacionados. Até os apelidos utilizados pelos criminosos ficarão registrados.
Serão cadastrados dados das sete seccionais que fazem parte do Deinter-4: Bauru, Marília, Lins, Assis, Ourinhos, Jaú e Tupã. De acordo com a delegada, dessa forma a Polícia Civil fecha ainda mais a área de atuação dos criminosos. “Esse sistema já está sendo implantado e logo estará disponível“, observa. A expectativa é que em dois meses o banco de dados esteja operando.
Outra novidade que pode estar disponível em breve é a instalação de terminais de computador em cada Plantão Policial. “Esse serviço é destinado às pessoas que não possuem acesso à Internet. Vai agilizar o atendimento da população e também dos policiais”, avalia Garmes. Cabe a cada Delegacia Seccional adquirir o equipamento. A princípio, a delegada avalia que será necessário manter funcionários para orientar a população a registrar o boletim on-line, que já é disponibilizado no site da Polícia Civil no endereço www.policiacivil.sp.gov.br.
A delegada avalia que investir em tecnologia e no serviço de inteligência é uma forma de manter atualizado o sistema de investigações da polícia. Atualmente, o Deinter-4 utiliza como ferramentas de investigação o Projeto Fênix, um banco de dados que contém foto, modo de agir, digitais e até a gravação da voz de criminosos; o Projeto Ômega, um sistema que cruza dados de suspeitos; o Infoseg, que reúne informações criminais de todos os indivíduos com passagem pela polícia em todo o Brasil, e o Infocrim, que contém os boletins de ocorrência.