Rio - Os governadores de Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo criticaram ontem o governo federal - em carta conjunta divulgada na Capital fluminense - pela redução dos recursos previstos no Orçamento de 2007 para a segurança pública.
Antes da reunião que marcou a criação do gabinete integrado de Segurança Pública da região Sudeste, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou que o Fundo Nacional de Segurança Pública sofreu um corte de R$ 147 milhões no Orçamento deste ano - cerca de 47% do originalmente previsto para 2006.
Já o Fundo Penitenciário teve redução de 39% - ou R$ 146 milhões, disse o tucano. Serra se queixou ainda do fato de recursos desses dois fundos já terem sido contingenciados (bloqueados) em 2006. Segundo ele, o contingenciamento alcançou R$ 99 milhões no Fundo de Segurança - 27% do total. No Fundo Penitenciário, ficou em R$ 24 milhões (8%). “Queremos que o dinheiro deste ano seja igual ao do ano passado, portanto, que haja uma suplementação (orçamentária)”, pleiteou Serra, antes do começo da reunião.
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), foi ainda mais duro: “o governo federal tem de participar mais. Espero que tenha amadurecido e compreenda que não pode continuar a ser omitir. É inaceitável que os fundos percam seus valores.”