11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Técnicos da Anac fazem vistoria para classificar o novo aeroporto

Por Thatiza Curuci | Com Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Uma equipe de inspeção aeroportuária composta por seis integrantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) está em Bauru desde anteontem para fazer inspeções nos dois aeroportos. Eles devem permanecer na cidade até hoje. Além de verificar as condições de infra-estrutura, o objetivo é dar uma classificação para o novo aeroporto.

O terminal pode ser classificado como nacional ou internacional, com escala que varia de 1 a 8. O aeroporto antigo tem classificação 3 e recebe vôos nacionais. Dependendo da escala, os aeroportos recebem determinada quantia de recursos do governo do Estado. A classificação 1 é a mais alta.

Os técnicos analisam 57 itens da estrutura do terminal. Anteontem, a equipe da Anac esteve no novo aeroporto de Bauru. Foram verificadas a infra-estrutura, pista de decolagem, controles de acesso, segurança e credenciamento.

Ontem de manhã, a equipe inspecionou o aeroporto antigo. Eles reuniram-se com representantes do Aeroclube de Bauru, do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) e da empresa Pantanal, que ainda opera no local.

De acordo com o gerente de tarifas aeroportuárias e preços específicos da Anac, Carlos Castro, antes da análise do relatório não é possível adiantar qual será a classificação do novo aeroporto. “Os dados serão tabulados no Rio de Janeiro e ainda não temos previsão.”

Conforme divulgado pelo Jornal da Cidade, a Anac estabeleceu que a Pantanal só poderá continuar com seus vôos no aeroporto da zona sul até este domingo. No dia 15 de janeiro, todas as suas operações deverão ser transferidas para o novo terminal. O gerente comercial e de marketing da Pantanal, João César Bittar, disse que a empresa está se preparando para mudar, mas quer que a Anac dê condições de operar vôos por instrumento no novo aeroporto.

“Já estamos até instalando nossos computadores no novo aeroporto. O problema é que ele ainda não tem condições técnicas (equipamentos) para os aviões operarem em dias de chuva ou com visibilidade ruim. A Pantanal pode operar lá hoje mesmo, desde que existam essas condições de segurança. Trata-se de uma decisão técnica que não depende da Pantanal”, diz.