08 de julho de 2026
Nacional

Fundadores da Renascer podem ser extraditados

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O juiz da 1.ª Vara Criminal de São Paulo, Paulo Antonio Rossi, deve pedir a extradição para o Brasil dos fundadores da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, Sônia Haddad Moraes Hernandes e Estevam Hernandes Filho. Os dois foram detidos anteontem em Miami (Estados Unidos) por declararem falsamente à alfândega norte-americana que não carregavam mais de US$ 10 mil. O casal portava, entretanto, US$ 56 mil em espécie.

O dinheiro estava escondido até na capa de uma Bíblia encontrada na bagagem da bispa Sônia - como ela é chamada na Renascer. O juiz acatou ontem o pedido feito pelo Ministério Público Estadual de São Paulo e decretou a prisão preventiva do casal. Os promotores alegaram que Sônia e Estevam continuaram cometendo o crime de lavagem de dinheiro mesmo respondendo a processo no Brasil.

Como o casal está impedido de deixar os Estados Unidos até a conclusão do processo que responde lá, o juiz deve pedir a extradição deles ao Supremo Tribunal Federal (STF), que encaminha o requerimento para a Justiça norte-americana. A expectativa é que o casal Hernandes tenha de ficar por pelo menos duas semanas em território norte-americana.

A Polícia Federal informou que se o pedido de prisão preventiva for mantido, deve emitir um alerta aos principais aeroportos para efetivar a prisão deles assim que retornarem ao Brasil. Segundo promotores do Grupo de Atuação de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), o pedido de extradição é uma etapa seguinte e natural do processo.

Prisão

Hernandes está detido numa prisão federal da Flórida e Sônia foi liberada pelo Federal Bureau of Investigation (FBI). Anteontem, o Departamento de Imigração dos EUA informou que o casal pagou uma fiança de US$ 100 mil e foi liberado. Ontem, entretanto, fontes que acompanham o caso informaram que Estevam responde por dois crimes nos Estados Unidos: lavagem de dinheiro e declaração falsa. Como ele assumiu sozinho anteontem a responsabilidade pela entrada dos US$ 56 mil, acabou ficando detido. Esse crime, segundo fontes que acompanham o processo no Brasil, seria inafiançável.