A Rede Globo de televisão há quatro décadas vem transmitindo uma programação atestada por milhares de brasileiros e estrangeiros de várias partes do mundo. É sabido que esta emissora foi pioneira em vários segmentos do meio televisivo, divulgando o que o nosso país tem de melhor, através de programas infantis, como a Vila Sésamo; dos telejornais nacionais e regionais; das novelas que procuram de alguma forma reproduzir um pouco da nossa cultura regional.
Para alguns teóricos dos meios de comunicação de massa no Brasil, há controvérsias. Muitos jamais atestaram estas qualidades. Isso porque, no processo de comunicação, há os que defendem que sempre há uma intenção oculta. E que esta intenção pode ser boa ou má, dependendo dos propósitos da fonte - ou emissor. Ora, se a Rede Globo, uma empresa de comunicação sob concessão pública, possui intenções boas ou ruins é o público quem opina, permanecendo ou mudando de canal. Assim, se mede a audiência.
Mas, muitas vezes, o apelo da programação é tão forte que, para uma criança ou adolescente decidir o que é melhor na construção do seu caráter, da sua personalidade, pode passar despercebido e o poder da sugestão entra em ação. É aqui que os Big Brothers - grandes irmãos - uma criação estrangeira, mas admirada pelos jovens brasileiros, entram em ação. E um tanto ultrapassada para quem já viveu um pouco.
Muito me admiro que, com tanta excelência profissional absorvida pelos núcleos de criação dessa emissora, possam exaltar a palavra “expulsão”, reafirmada com tamanha veemência pelo nosso colega jornalista Pedro Bial. Nem mesmo os mais ortodoxos sindicalistas preferem usar esta palavra: ela caiu em desuso deste a queda do muro de Berlim! Demorou um pouco para os nossos sindicalistas aprenderem a “expulsá-la” dos seus vocabulários. Agora, parece que vale tudo para a estranheza, o desafeto. Que coisa chata, importada! Será que o pessoal da criação não tem outra idéia melhor como reinventar a história da casa ou ,pelo menos, substituir esta palavra tão em desuso ultimamente?
A autora, Adriana Nigro Cardia, é mestre em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da USP e consultora - e-mail para contato: ororganizacional.adriananigro2002@yahoo.com.br