O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) se mantém contra o programa Escola da Família desde a sua criação, em 2003. Para a diretora estadual da entidade Suzi da Silva, cabe ao governo promover uma política de geração de empregos para que o trabalhador possa ter acesso ao lazer. “Se o pai tem emprego, ele pode oferecer ao filho um curso de informática credenciado que ofereça um certificado, já que o do Programa Escola da Família não oferece”, aponta.
Para Silva, o lado bom da reorganização do programa, é o enxugamento de custos. Porém, ela destaca que muitos funcionários das escolas que conseguiam dinheiro extra nos finais de semana vão deixar de ter essa oportunidade.
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Dupla de professores
Com o dinheiro economizado com a redução do Programa Escola da Família, o governador José Serra (PSDB) espera implantar um projeto que foi promessa de campanha: colocar dois professores por sala na 1.ª série do ensino fundamental.
A medida tem como objetivo melhorar a alfabetização das crianças da rede estadual. Os alunos da Capital serão os primeiros a ter o novo sistema, seguidos pelos estudantes da Grande São Paulo e depois para o Interior. De acordo com a diretora regional de ensino, Vera Nilce Jarussi, ainda não existe previsão de quando o novo projeto entrará em vigor, nem quando chegará a Bauru.