Em meados dos anos quarenta, quando Bauru era ainda uma cidadezinha provinciana e de costumes morais muito rígidos, para um rapaz namorar uma jovem de família, tinha de pedir consentimento aos pais dela.
Rapaz recém-chegado a Bauru, oriundo de pequena cidade das vizinhanças, cheio de ambição, logo se interessou por senhorita de família proeminente da cidade e foi logo falar com o pai dela.
- Quanto o senhor ganha por mês?
Encabulado o moço que apenas começava novo emprego em um banco da idade, contou quanto recebia.
- E o senhor acha que com esse ordenado poderá vir a se casar com a minha filha? Isso ela gasta por mês em papel higiênico.
Ela, que o esperava à saída do escritório do pai, indagou:
- E então, ele deixou a gente namorar?
- Não, sua... sua... comilona.
Contado por Isolina Bresolin Vianna