08 de julho de 2026
Politicando

Jovem comilona


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Em meados dos anos quarenta, quando Bauru era ainda uma cidadezinha provinciana e de costumes morais muito rígidos, para um rapaz namorar uma jovem de família, tinha de pedir consentimento aos pais dela.

Rapaz recém-chegado a Bauru, oriundo de pequena cidade das vizinhanças, cheio de ambição, logo se interessou por senhorita de família proeminente da cidade e foi logo falar com o pai dela.

- Quanto o senhor ganha por mês?

Encabulado o moço que apenas começava novo emprego em um banco da idade, contou quanto recebia.

- E o senhor acha que com esse ordenado poderá vir a se casar com a minha filha? Isso ela gasta por mês em papel higiênico.

Ela, que o esperava à saída do escritório do pai, indagou:

- E então, ele deixou a gente namorar?

- Não, sua... sua... comilona.

Contado por Isolina Bresolin Vianna