11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Economia e negociação evitam transtornos na volta às aulas

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 2 min

Volta às aulas é sinônimo de dor de cabeça para muitos pais, principalmente por conta dos gastos com matrícula, uniformes, lanche e outros itens.

O dinheiro fica curto para tantas despesas, já que as escolas não economizam no tamanho da lista de materiais. O problema se agrava para os pais que dependem de transporte escolar e, especialmente, para aqueles que acumulam mensalidades atrasadas do ano anterior.

A ocasião sugere a velha e tradicional orientação de tentar negociar a inadimplência e, conseqüentemente, reduzir as compras.

O economista Gilberto Vieira defende que essa atitude é a mais sensata para o momento. Ele diz que o pai deve procurar a escola o quanto antes para regularizar a situação, tentando parcelar o saldo devedor ao longo do ano.

“Mesmo que esse valor seja incorporado à mensalidade normal que ele terá de pagar para o filho continuar estudando”, ressalta.

Claro que o pagamento à vista é o mais indicado, embora não seja possível para a maioria dos inadimplentes.

Entretanto, quem puder liquidar o débito com a escola de uma só vez, Vieira destaca que é importante solicitar desconto. Segundo ele, o abatimento pode representar uma boa economia para o bolso.

De acordo com o presidente da sede de Bauru do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp), Gérson Trevisani, as escolas não são obrigadas a fazer a matrícula de alunos inadimplentes.

Ele explica que, somente quando o contrato já está assinado, o estudante tem o direito de continuar freqüentando as aulas.

“Nesse caso, a escola é obrigada a ficar os 12 meses com ele. A legislação favorece a família. Mas na hora da rematrícula, só quem está em dia com a mensalidade pode fazer”, acrescenta.

Assim como o economista, Trevisani recomenda a negociação para evitar a perda do vínculo do aluno com a instituição de ensino.

Transporte

Levar a criança à escola é outro problema para os pais que precisam economizar. Contratar o serviço de vans, para muitas famílias, significa onerar demais o orçamento.

A saída, sugere o economista Gilberto Vieira, é compor um transporte entre os pais. Em vez de pagarem a mensalidade de uma van, um grupo de pais pode se revezar com seus carros para levar e buscar as crianças na escola.

“É uma alternativa muito viável que pode representar uma economia considerável no final do mês. Fica mais barato que pagar uma van. Esse dinheiro pode ser aplicado, por exemplo, no pagamento da luz, da água ou do telefone”, comenta Vieira.