09 de julho de 2026
Regional

Produção de calçados cai 25% em Jaú

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

Jaú - O setor calçadista de Jaú (47 quilômetros de Bauru) fechou o ano de 2006 com produção muito aquém das expectativas projetadas pelos empresários. A avaliação é do representante dos fabricantes Caetano Bianco Neto, presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados de Jaú (Sindicalçados). Na opinião dele, as empresas deixaram de fabricar até 25% em relação a 2005. Eleições, Copa do Mundo e o baixo crescimento econômico do País no ano passado são apontados como fatores de influência para a vertiginosa queda de produção.

A concorrência do produto chinês no mercado externo também impulsionou ainda mais a puxada no freio dos produtores jauenses. O calçado chinês afetou indiretamente ao concorrer no Exterior com grandes produtores brasileiros, criando um efeito cascata, segundo constata Bianco Neto.

“O produto chinês atingiu o Vale dos Sinos, onde estão as maiores produtoras de calçados, no Rio Grande do Sul. O efeito cascata imediato foi que com a perda do consumo externo as grandes empresas voltaram suas atenções para o mercado interno.”

Na seqüência, a oferta passou a ser maior que a demanda e isso influenciou nos preços de prazos. “Nós enfrentamos várias dificuldades em função disso.”

Ele considera que o crescimento econômico de 2,7% também influenciou no setor. “O crescimento econômico foi tímido e isso reflete em todas as atividades econômicas.”

Na opinião do representante do empresariado, o consumo mudou de patamar, com a transformação dos grandes magazines em ‘verdadeiras’ financeiras. “Como as Casas Bahia, Magazine Luiza e até o crédito consignado com desconto em folha do governo federal. Com isso a população se endividou.”

O reflexo do endividamento da população atingiu o setor, acredita Bianco Neto. “O consumidor deixou de adquirir bens não duráveis como vestuário, calçados etc.”