07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

A mil por hora

Se mantiverem o pique inicial, verificado até aqui, os secretários Rodrigo Agostinho (Meio Ambiente), Paulo Brittes (Obras) e Carlos Barbieri (Emdurb) não só terminarão muito bem a gestão à frente de suas pastas como talvez consigam até algo que o Gabinete do prefeito não consegue: incendiar (no bom sentido) as demais secretarias.

Ao menos trabalho

Falamos evidentemente das chamadas secretarias-fins, ou seja, aquelas que atuam diretamente com a população, como as três citadas mais educação, saúde, etc. É preciso a prefeitura dar uma nova dinâmica na cidade, mesmo sem dinheiro. Secretários na rua, equipes a todo vapor, idéias, criatividade, envolvimento e motifvação. Os bauruenses sabem das dificuldades, mas querem ao menos ver trabalho.

Motivação pessoal

Como uma empresa que precisa sobreviver no capitalismo altamente competitivo, a prefeitura deve buscar a superação a partir de seus comandantes. Se os salários não são os dos sonhos, que se procure motivação pessoal ao menos. Afinal, quando um secretário aceitou a incumbência sabia das condições. Rodrigo Agostinho, por exemplo, quer mostrar que pode ser um bom executivo.

Como antigamente

Aliás, ao melhor estilo dos prefeitos e secretários de décadas passadas, Agostinho foi a campo às 7h, outro dia, acompanhar de perto uma frente de trabalho de poda de árvore. Por sinal, quem viu a cena e relatou à coluna disse que os funcionários estranharam. A parcela que pratica “a lei do menor esforço” ficou de cara feia. Os demais se mostraram satisfeitos por saberem que têm comando.

Um exemplo a seguir

Uma língua mais ferina, assim que soube da disposição madrugadora do secretário Agostinho, sugeriu que o prefeito Tuga Angerami (e alguns do Gabinete) também adote o estilo. “Seria uma forma de incentivo aos servidores e uma demonstração à cidade de que a disposição em acertar é enorme”, disse o cidadão.

Maior dívida aberta

O projeto de lei da prefeitura que propõe o parcelamento da dívida de R$ 73 milhões com a previdência municipal está na pauta de duas sessões extraordinárias nesta segunda-feira, junto com os outros dois vinculados ao mesmo tema, um que transfere os atuais inativos pagos pela prefeitura à Funprev e outro que aumenta a alíquota da parte patronal dos atuais 14,5% para 22%.

Vereador pensativo

Ainda ontem, havia vereador muito pensativo sobre os acordos pré-estabelecidos sobre a forma e, principalmente, as condições de parcelamento da dívida da Funprev. “É muito responsabilidade para com o futuro da cidade. Não dá para decidir sem esgotar todas as possibilidades de análise”, disse um deles, sem, no entanto, afirmar nada em relação a uma possível tentativa de obstruir a votação de amanhã.

Grande incumbência

Tirar Bauru da situação de inadimplente para a de devedor. Este, sem dúvida, é o grande desafio deste momento do governo local, como já foi de outros. Sem isso, pouca coisa ou quase nada será feito em termos de investimento na cidade. Já faz tempo que a prefeitura está impedida de receber qualquer verba estadual e federal ou mesmo tomar dinheiro emprestado por conta de sua inadimplência.