08 de julho de 2026
Geral

Flacidez facial e corporal são tratadas com aparelho

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Solucionar a flacidez facial e corporal é um dos grandes desafios para os médicos. Muitos pacientes querem acabar com esse incômodo, mas relutam em se submeter a uma cirurgia plástica para retirar o excesso de pele.

Um aparelho de radiofreqüência chamado Accent promete resolver o problema dessas pessoas. O tratamento não causa dor e dispensa a cirurgia. Ele provoca apenas uma sensação de queimação na pele – a temperatura chega a 40 graus, mas a aplicação é interrompida quando chega nesse nível para evitar queimaduras.

Além da flacidez, a máquina combate também a celulite e gordura localizada. Cada sessão demora cerca de uma hora e, segundo a dermatologista Daniela Hueb, são necessárias cerca de quatro sessões, com um intervalo de 15 dias entre elas, para alcançar o resultado desejado. Cada sessão custa em média R$ 500,00. O método permite um aquecimento uniforme da pele e tratamento rápido.

Outra novidade encontrada nos consultórios dermatológicos e de estética corporal é o LightSheer. É um tratamento projetado para remover os pêlos indesejáveis de forma rápida e pouco dolorida. É indicado para a remoção de pêlos do rosto, pescoço, seios, barriga, virilha, axilas e de outras partes do corpo.

A aplicação é feita com laser. A luz emitida é absorvida pelo pigmento localizado na raiz do pêlo, impedindo-o de voltar a crescer. “Depilação é coisa do passado”, afirma a esteticista Mara Vidotto de Sousa. Segundo ela, trata-se de uma técnica indolor, ao contrário de outras, e os pêlos, em certos casos, podem ser eliminados com apenas uma sessão.

O Botox, embora não seja nenhuma novidade, está sendo utilizado de forma um pouco diferente, com um número menor de aplicações no rosto. Segundo a empresária Maria Elisa Lage Galícia, 41 anos, isso permite que a pessoa continue com suas linhas de expressão. “Não fica tão artificial”, diz ela.

Da maneira como era aplicado, o Botox deixava a pele da empresária muito esticada. Sorrindo ou chorando, o semblante era o mesmo. Foram quatro aplicações e nenhuma delas deixou Maria Elisa satisfeita. Há seis meses, ela se submeteu a uma nova aplicação. Desta vez, utilizando a nova técnica. Ou seja, em menos pontos do rosto do que antigamente. “Ficou mais natural. A expressão não fica tão forçada. Agradou mais”, afirma a empresária, que também já fez Sculptra, um tratamento que diminui a flacidez do rosto, especialmente os sulcos e vincos da face.

Sentir-se bonita é hoje também uma questão de bem-estar. Significa estar em harmonia consigo mesma e com o mundo ao seu redor. Essa é a opinião da dentista Adriana Santana, 34 anos, que pelo menos uma vez por ano visita as clínicas de estética.

A preocupação com a aparência já rendeu a ela vários tratamentos de pele, corporal, de estria e drenagem linfática. O resultado de cada uma dessas intervenções foi comemorado pela dentista. “Melhorou bastante (a aparência) e isso ajuda a manter a auto-estima elevada”, declara Adriana.

Ela conta que até algum tempo atrás acreditava que não se sentir bem por causa da aparência era “coisa da cabeça” dela. “Depois eu percebi que quando você passa a cuidar de si mesma, fica bem com todo mundo. O bem-estar não é só físico, mas também mental. Uma coisa está ligada a outra”, afirma.