11 de julho de 2026
Esportes

Automobilismo: Ferrari faz mistério até sobre novo carro

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Madonna di Campiglio - Última das novidades da Ferrari para 2007, a equipe apresenta ontem em Maranello, cercada de mistério e algumas incertezas, o carro com o qual tentará voltar a vencer um Mundial, depois de dois anos de domínio da rival Renault. O suspense começa com o nome do modelo, que só será divulgado no evento desta tarde, na sede da escuderia.

“Só posso dizer que vai ser uma Ferrari”’, brincou Mario Almondo, diretor técnico. Durante a semana, no encontro que realizou com a imprensa na estação de esqui de Madonna di Campiglio, a escuderia também não quis revelar detalhes do novo carro, o primeiro da era pós-Michael Schumacher.

“Será um carro inovador. Teremos algumas novidades tecnológicas, aerodinâmicas, de suspensão e também de câmbio. Tivemos um bom começo”’, explicou Almondo, para depois dar mais algumas dicas.

“O que fizemos foi interpretar de uma maneira extrema o regulamento. Não há grandes novas tecnologias se compararmos com o carro do ano passado, mas há mudanças. É mais uma evolução”’, finalizou.

Mas o mais surpreendente é que o lançamento de ontem será realizado apenas para jornalistas. Fotógrafos e cinegrafistas não poderão participar. As primeiras voltas de Kimi Raikkonen pelo time serão dadas apenas no dia 21, em Mugello - mas o piloto finlandês deverá usar o modelo 248 F1, da temporada passada. Luca di Montezemolo, presidente ferrarista, assistirá in loco ao “shakedown’’ do carro.

Nova cúpula

Muita coisa mudou na Ferrari do ano passado para este. A saída de Michael Schumacher, o distanciamento de Jean Todt do dia-a-dia da equipe -foi promovido a CEO (Chief Executive Officer, ou chefe-executivo) da montadora- e o afastamento de Ross Brawn para um período sabático.

São só algumas das modificações, todas em pessoas-chave do time italiano. Uma das únicas peças mantidas foi Felipe Massa, que, como ele já admitiu, chegou como espécie de tapa-buracos e, com o tempo, foi ganhando seu espaço. Em 2006, sua estréia, obteve duas vitórias, na Turquia e no Brasil. No meio da semana, na primeira entrevista ao lado de Kimi Raikkonen, seu novo companheiro, o brasileiro demonstrou já ter assumido o papel de “veterano”’ da dupla.

Outro que deixou o time após o Mundial foi o engenheiro de motores Paolo Martinelli. Para ocupar seu lugar, a Ferrari escalou o francês Gilles Simon. Mas tantas transformações na estrutura que estará à disposição de Massa e Raikkonen não parecem assustar os pilotos.

“Acho que, apesar das mudanças, o time continuará competitivo. E espero que continue”, afirmou o brasileiro. O finlandês, que, quando assinou contrato, não sabia do desmonte ferrarista, também diz estar tranqüilo. “Pessoas competentes deixaram o time, mas novos profissionais chegaram e sei que isso não vai afetar o desempenho da equipe”.