11 de julho de 2026
Cultura

‘Dreamgirls’ e ‘Borat’ estão entre favoritos

Folhapress
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É provável que os correspondentes estrangeiros que formam o diminuto colégio eleitoral do Globo de Ouro estejam próximos de Hollywood a ponto de se sentir parte da indústria, mas não o são, ou não deveriam ser. Fontes são de um mundo; repórteres, de outro. Seu prêmio não representa a indústria, mas jornalistas alinhados com o sentimento do “povo”, que se manifesta na bilheteria e com a idéia de não desagradar quem lhes arruma entrevistas e mantém abertos os canais com os estúdios.

Em quem essa turma terá votado? Na categoria comédia ou musical, “Dreamgirls” parece barbada, embora “Pequena Miss Sunshine” tenha feito carreira surpreendente. Meryl Streep (“O Diabo Veste Prada”) e Sacha Baron Cohen (“Borat”), âncoras de comédias bem-sucedidas, são apostas fortes entre os atores. Entre os dramas, “Bob-by” e “Pecados Íntimos” estão lá só para completar os cinco candidatos.

O cavalo mais nobre é “A Rainha”, que deve valer a Helen Mirren o prêmio de melhor atriz. “Os Infiltrados” e “Babel” correm por fora. Forest Whitaker, o Idi Amin de “O Último Rei da Escócia”, já foi considerado barbada para o Globo de Ouro e para o Oscar, mas Peter O’Toole (“Venus”) talvez não tenha outra chance, e Leonardo DiCaprio (indicado por “Os Infiltrados” e “Diamante de Sangue”) inclui em seu fã-clube os correspondentes estrangeiros de Hollywood.

“Dreamgirls” deve levar o prêmio de atriz coadjuvante (Jennifer Hudson) e talvez o de ator coadjuvante (Eddie Murphy como nunca se viu antes, o que não significa tanto, mas já faz diferença).

Já as categorias de diretor e filme estrangeiro são abertas a toda sorte de especulações.