08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Tribuna do leitor 15/01/2007


| Tempo de leitura: 3 min

Tristeza e vergonha

Tenho 50 anos. Ainda criança fui levado várias vezes a Campinas, para tratamento dos olhos. A moderna medicina dessa especialidade ainda não tinha chegado a Bauru.

Meus pais e eu íamos de trem: rápido, confortável, seguro. A grande estação ferroviária de Bauru era um cartão de visitas.

Hoje, os trens foram criminosamente sucateados. Pior, não existem mais. A estação apodrece. É bobagem dizer que tudo foi produto da teoria conspiratória das empresas de ônibus e caminhões. Nos países de primeiro mundo, trens, ônibus e caminhões correm articulados em sistema integrado.

Dêem uma olhada na antiga e majestosa estação e arredores. O mato cobre até as dezenas de vagões abandonados e as locomotivas canibalizadas. Daqui a pouco vai cobrir o viaduto inexplicavelmente abandonado.

Salatiel Ribeiro Penna

Escola da Família x desperdício

Já era a hora de alguém dar um basta no desperdício de dinheiro que existia com o Programa da Escola da Família em Bauru. Varias escolas foram fechadas e isto é muito bom, pois a escola ficava aberta e meia dúzia de pessoas apareciam. Não adianta falar que maravilhas foram feitas. É só passar em um final de semana em frente a uma escola e você verá que o dinheiro que é gasto no programa pode ser gasto realmente para melhorar a educação pública de nível básico. Deixa que o PROUNI cuide de financiar a faculdade para os alunos de baixa renda com verbas da universidade...

Maria Ines Faneco

Aqui se faz, aqui se paga!

Votaram errado e agora estão tendo um governo errado! Lendo muitas críticas contra a administração pública de nossa judiada Bauru fico pensando: será que pelo menos todas as mazelas sofridas pela população irão servir para que os eleitores parem de votar em demagogos? Ou na próxima eleição municipal o povo mais uma vez elegerá uma mosca morta?!

Mas, como diz minha mãe: “Cada povo tem o governo que mereçe”. Por favor, não votem mais em “12s”, pois podemos errar, mas persistir no “12”, além de burrisse, é suicídio! Se não fossem os empresários de boa vontade, esta cidade estaria muito pior! Afinal, alguém tem que agir! Obrigado! (Renan Ferrato Casal - Acadêmico de Relações Públicas e produtor cultural)

Defensoria pública

Acompanhei o andamento da CPI do Tráfico de Armas e tudo indica que o senhor Gustavo Piveta esteja sendo injustiçado (pág. 3 do JC de ontem). Contudo, nós, defensores públicos da FUNAP, não somos culpados pelas mazelas do senhor Gustavo. Nem o conheço e certamente ele também não conhece o árduo trabalho desenvolvido pelos defensores da FUNAP, pois, como é público e notório, mais de 95% da população carcerária do Estado de São Paulo é composta de pessoas carentes que não têm condições de contratar um defensor para requerer seus direitos. Por essa razão é que existem os defensores públicos da FUNAP, que são contratados após aprovação em concursos públicos de provas e títulos.

Embora tenhamos uma remuneração humilhante, que hoje é de R$ 1.295,00 para uma jornada de 20 horas semanais, é público e notório também que no ano de 2006 os 180 defensores da FUNAP elaboraram mais 500.000 requerimentos em prol dos aproximadamente 130.000 reeducandos carentes do Estado de São Paulo. Desse modo, o senhor Gustavo está totalmente errado quando diz que não trabalhamos direito e que demoramos para pleitear direitos dos reeducandos. Cumpre destacar ainda que quem julga os pedidos por nós formulados é o juízo da Vara das Execuções Criminais. Assim, eventual demora nas respostas dos pedidos dos reeducandos, se é que ela existe, não pode ser atribuídas aos defensores públicos da FUNAP.

Em sendo assim, sugiro ao senhor Gustavo que resolva os problemas deles sem envolver quem não tem culpa por eventual injustiça perpetrada contra ele.

E aproveitando a oportunidade que este conceituado jornal oferece, e como sabemos que é bastante conhecido regionalmente, conclamo aos defensores públicos da Funap da Região que compareçam na ASSEMBLÉIA do dia 16/01/2007, na Capital, para traçarmos os rumos de nossa pauta de reivindicações. Atenciosamente.

Ademir Rafael