08 de julho de 2026
Internacional

EUA continuarão envolvidos com a paz, afirma Condoleezza Rice

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Ramallah - A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, declarou ontem que o governo dos EUA irá aprofundar seu envolvimento na busca pela solução do conflito israelo-palestino. “Ouvi em alto e bom som o chamado por um envolvimento mais profundo dos EUA nesses processos”, disse Rice, após um encontro com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, em Ramallah (Cisjordânia).

“Vocês terão meu compromisso para fazer exatamente isso.” “Vim aqui a Ramallah para dizer a todos que os EUA estão profundamente comprometidos a acelerar a aplicação do ‘Mapa do Caminho’ (plano de paz elaborado pelo Quarteto de Madri -EUA, União Européia, Rússia e ONU- e aprovado em 2004), que é, afinal, o único acordo reconhecido por ambas as partes que defende a solução de dois Estados”, disse.

Abbas declarou que se opõe à criação de um Estado palestino provisório, com fronteiras temporárias - proposta sugerida em dezembro pelo governo israelense e que consta também do “Mapa do Caminho”.

“Dissemos à secretária Rice que rejeitamos quaisquer soluções temporárias, incluindo uma fase de transição, porque não vemos essa como uma opção realista”, disse o presidente da ANP. Abbas (líder do partido nacionalista Fatah) reiterou também sua intenção, anunciada em dezembro, de antecipar as eleições presidenciais e legislativas.

Ainda ontem, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, chegou à Jordânia para reunir-se com o rei Abdullah 2º, em mais uma etapa de sua viagem pela região. A expectativa, no entanto, é de que o rei também rejeite a idéia de criar um Estado palestino com fronteiras provisórias.

Rice também deve buscar o apoio jordaniano à nova estratégia para o Iraque apresentada por Bush no último dia 10. A nova proposta inclui o envio de mais de 21.500 soldados ao Iraque, o reforço do papel desempenhado pela minoria sunita no processo político e a distribuição das receitas provenientes do petróleo. O objetivo principal é pôr fim ao terrorismo e à violência sectária que atinge o país, e já causou a morte de milhares de pessoas no Iraque.