08 de julho de 2026
Regional

Tietê ainda cheio recebe embarcações

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Barra Bonita - O leito do Rio Tietê baixou, mas ainda permanece acima do normal abaixo da represa de Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru). A navegação foi normalizada nos últimos dias após ser interrompida na semana retrasada pela necessidade de abertura das comportas. O leito do rio subiu até 2,5 metros acima do normal.

O gerente de manutenção e operação de uma empresa turística, Pedro Luís Mesquita, estima que as águas baixaram muito nos últimos quatro dias, porém, o leito permanece até 80 centímetros acima no normal. Ele explica que fora do período de cheia - novembro a março - o leito apresenta profundidades que variam entre 4 e 10 metros na calha abaixo da hidrelétrica.

No entanto, ele comenta que o leito alto não prejudicou a navegabilidade no fim-de-semana. Ele conta que na sexta-feira, AES Tietê, operadora das hidrelétricas, deminuiu a vazão de água que saía do reservatório na sexta-feira. Neste dia, depois de praticamente uma semana sem tráfego, a primeira viagem com turistas ocorreu com direito à operação de eclusagem. Porém, ainda na sexta-feira a concessionária retomou a abertura das comportas, o que elevou um pouco o rio, sem prejudicar a navegação fluvial.

Soja no rio

O transporte de carga pela hidrovia Tietê-Paraná também foi retomado. Mesquista conta que anteontem avistou um comboio de soja seguindo para o Porto de Santos. A carga circula pelo Tietê até o município de Anhembi, onde há dois terminais, ou vai para Santa Maria da Serra, pela calha do rio Piracicaba. Destes portos secos, a carga segue até Santos em caminhões pelas rodovias.

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Prainha

Na prainha de Igaraçu do Tietê, que sumiu debaixo d’água, ontem o rio já havia baixado três metros, segundo José Roberto Fadoni, chefe de gabinete da prefeitura. Ele esteve ontem com técnicos de uma empreiteira para avaliar com mais clareza o prejuízo causado pela cheia do Rio Tietê em uma obra na orla da cidade. Fadoni explica que a empresa havia colocado 15 mil metros cúbicos de terra para fazer uma marina e um solário. Neste ponto, a enchente arrastou parte da terra e serão necessários mais 50 a 80 caminhões de terra para recuperar o trabalho feito anteriormente de terraplanagem.

“Eles é que vão passar qual o prejuízo que tomaram”, ressalta Fadoni. A Prefeitura de Igaraçu do Tietê pretende cobrar do governo estadual os danos.

O projeto em obras prevê ainda a construção de um laboratório e um teatro ao ar livre. Como mostrou a matéria no JC na semana passada, o comércio ao redor da prainha e os hotéis teve perdas com a cheia.