Bocaina - Apesar da trégua que a chuva deu no último final de semana, moradores de mais um município da região estão sofrendo com os estragos provocados pelo aumento do nível de água dos rios. A ponte do Córrego Himalaia, que liga Bocaina (69 quilômetros de Bauru) ao Distrito de Pedro Alexandrino, foi interditada no último domingo depois que a Defesa Civil de Jaú confirmou o risco de queda da passagem, que cedeu devido ao avanço da água.
A ponte está localizada entre a rua Treze de Maio e esquina com a rua Assis de Vasconcellos, que liga o Centro da cidade com o Distrito de Pedro Alexandrino. A passagem também dá acesso ao Cemitério Municipal e à Usina Cândida.
Conforme informações do Centro de Operações do Corpo de Bombeiro (Cobom) e Centro de Operações da Policia Militar (Copom), o grande volume de água que caiu no mês de dezembro, aliado às chuvas torrenciais do mês de janeiro, teria levado o Córrego do Himalaia a transbordar. A cheia acabou provocando o solapamento da ponte.
Não houve desabrigados e nem desalojados em virtude do ocorrido na manhã de anteontem, porém, a interdição da ponte obrigou a mudança do sentido do fluxo de veículos no local. Uma outra ponte, localizada a cerca de 20 metros da passagem danificada, está sendo utilizada como opção para o trânsito no sentido Bocaina-Pedro Alexandrino.
Segundo o diretor de gabinete da prefeitura de Bocaina, Plínio Roberto de Freitas Marques, o município recebeu, nos últimos dois dias, a visita de um representante da Defesa Civil regional que está avaliando a situação. “Nós recebemos a visita do representante da regional da Defesa Civil que esteve junto com nosso coordenador da Defesa Civil do município. Eles estão fazendo o relatório para encaminhar para a Casa Militar em São Paulo para ver se conseguimos recursos para arrumar a ponte”, comenta Marques.
O diretor de gabinete lembra que o local deve permanecer interditado, pois existe o risco de desmoronamento. “Por ora vai ficar interditada porque não temos condições de liberar o acesso porque está com risco de desmoronamento. Cedeu parte da cabeceira, parte do asfalto afundou e a calçada também abriu”, relata Marques, que espera conseguir recursos junto à Coordenadoria Estadual de Defesa Civil para as obras de recuperação da ponte.