08 de julho de 2026
Nacional

55 imóveis continuam interditados

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Quatro dias após o acidente nas obras do metrô, as famílias removidas das 55 casas interditadas nas ruas Capri e Gilberto Sabino permanecem sem perspectiva de retorno. Ontem, no primeiro dia de vistorias da Defesa Civil, cinco imóveis residenciais avaliados apresentavam rachaduras nas paredes e, em duas casas, até o teto estava trincado, segundo seus moradores. A previsão é de que a liberação dos primeiros imóveis ocorra somente a partir da próxima segunda-feira, segundo o coordenador da Defesa Civil, José Pacca de Lima.

Ainda ontem, cinco imóveis e um prédio comerciais foram liberados - seguem interditados sem vistoria 45 imóveis residenciais e os outros cinco já avaliados. Morador da casa interditada no número 217 da rua Capri, Reginaldo Moraes, 38 anos, afirmou que as rachaduras de seu imóvel aumentaram desde a sexta-feira. Ele acompanhou a vistoria da Defesa Civil dentro de sua casa pela manhã, por volta das 9h. “Até o teto rachou agora, ele não estava assim. Um lustre caiu. Olha, do jeito que está, eu não quero voltar, quero indenização”, reclamou o morador, que segue hospedado em um hotel da região.

As famílias também reclamavam ontem da demora nas vistorias - havia à tarde, ao lado da tenda da Defesa Civil armada em frente à estação Pinheiros da CPTM, uma fila moradores à espera de entrarem em suas casas. Cada vistoria demorava, em média, duas horas. A estudante Aline Facca, 24 anos, também voltou ao local do acidente para acompanhar o trabalho da Defesa Civil. “Eu não vou voltar para minha casa desse jeito. Até as paredes do quintal e dos tetos dos quartos estão rachadas, as trincas aumentaram muito desde sexta-feira”, contou.

A reportagem tentou acompanhar uma vistoria, com autorização da família, mas foi impedida por uma equipe da Defesa Civil. A área permanece vigiada por policiais militares e guardas municipais para evitar possíveis saques.