• Carne podre
A perda de mais 350 quilos de carne na área de merenda escolar – foram mais de 1.300 quilos no ano passado também considerados impróprios para consumo humano – faz ressurgir as perguntas sobre a fragilidade operacional da máquina pública municipal e a ausência de controle rígido sobre a conduta de servidores.
• Onde há falha?
Se for levantado o conteúdo do edital e contrato para o fornecimento de gêneros alimentícios na Prefeitura de Bauru será possível verificar que o frigorífico é obrigado a entregar os produtos congelados. E, pelo que se apurou preliminarmente, esta medida vem sendo respeitada. Se a carne está chegando congelada, há chances de que as falhas estejam ocorrendo ou no armazenamento ou na logística de distribuição dos produtos.
• Má logística
Infelizmente, não é difícil constatar que o veículo que entrega os produtos costuma circular por algumas horas, pelo menos em algumas ocasiões e, ao final do itinerário de dezenas de escolas, ainda restarem embalagens no seu interior. Esta pode ser uma das situações responsáveis pela perda da carne. A outra seria o armazenamento indevido. Responsabilizar as férias escolares pelas perdas é brincadeira.
• Corporativismo
Profissionais da saúde se valeram do fato de contarem com um representante no Legislativo para solicitar ao enfermeiro e atual vereador tucano Benedito da Silva o adiamento da votação do projeto que pretende criar, na prática, jornada de 12 horas na prefeitura. Tomar que, neste caso, a solicitação de ampliação da discussão seja conduzida sem paternalismo. Pelo que se ouviu do governo, o projeto estabeleceria jornada de 180 horas, quando a regra seria de 200 horas.
• Merendeiras
Por falar em adiamentos, a Câmara adiou a votação do projeto que pretende estabelecer tíquete-refeição ao invés de marmitas aos profissionais da saúde. Alguns vereadores queriam resolver a questão, mas o plenário acabou atendendo ao pedido de Marcelo Borges (PSDB) de incluir nesta questão a definição sobre a autorização do tíquete para merendeiras da Educação. Elas não podem, atualmente, receber o tíquete, mas têm de preparar seus alimentos no mesmo expediente em que elaboram o cardápio para as crianças, nas escolas.
• Sobra no caixa
O ex-presidente da Câmara vereador Toninho Garmes (PSDB) abordou ontem, na tribuna livre, um tema que já foi advertido por esta coluna há alguns dias: a sobra de recursos no caixa da instituição. Assim como foi necessário o ajuste das despesas à redução de cadeiras na cidade, de 21 para 15 parlamentares na última eleição, a transferência das despesas com inativos também vai gerar redução de gastos de R$ 720 mil ao ano. A Câmara paga hoje R$ 71,4 mil com aposentados e pensionistas, segundo Garmes, e agora essa conta é da Funprev.
• Pegadinha
O vereador Primo Mangialardo (PV) voltou a flagrar a operação de radar móvel, pela Emdurb, na baixada da avenida Duque de Caxias, perto do viaduto sobre a Nações Unidas. A reclamação é que o aparelho é instalado logo atrás da placa de advertência de controle de velocidade. “Pura pegadinha para arrecadar dinheiro com multa”, ataca Primo.