08 de julho de 2026
Internacional

Bombas matam mais de 100 em Bagdá

Por Da Redação | Com Folhapress e Reuters
| Tempo de leitura: 1 min

Bagdá - Mais de 100 pessoas morreram ontem em Bagdá, num dos dias mais sangrentos na cidade em várias semanas.

Na pior ação, duas explosões atingiram a Universidade de Mustansiriya, ao nordeste da capital, matando 65 pessoas e ferindo 110, segundo informações do Ministério do Interior.

No ataque, um suicida detonou explosivos presos ao corpo em frente à universidade. Em seguida, um carro-bomba estacionado explodiu sob uma passarela usadas por estudantes. Policiais cercaram a universidade, enquanto feridos eram retirados do local em carros de polícia e ambulâncias.

A escola fica em Sadr City, bairro de maioria xiita considerado bastião do Exército de Mahdi, milícia armada ligada ao clérigo radical Muqtada al Sadr.

Em um segundo ataque hoje, duas bombas foram detonadas em um mercado de motos usadas no centro de Bagdá, matando ao menos 15 pessoas e ferindo 74.

A primeira bomba foi deixada sobre uma motocicleta no local. Em seguida, um suicida em um carro-bomba jogou o veículo contra a multidão e detonou os explosivos dentro do carro. Segundo autoridades, ao menos três policiais estão entre os mortos.

Aparentemente, o alvo do ataque era a região xiita próxima do mercado, mas que também fica perto da mesquita do xeque Al Gailani, um dos principais templos sunitas de Bagdá.

Indignação

A execução de Barzan Ibrahim Al Tikriti, meio-irmão de Saddam, agravou a indignação da minoria sunita do Iraque, já exaltada desde o enforcamento do ex-ditador. No caso de Barzan, o nó da forca cortou sua cabeça, o que muitos sunitas dizem ter sido deliberado. O que o governo nega.

Muita gente visitou os novos túmulos na aldeia sunita onde o próprio Saddam foi enterrado.