11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Ainda optativa, cobrança de telefone por minuto desagrada

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 2 min

A partir de março, o usuário da telefonia fixa no Brasil terá de converter sua linha, hoje utilizada através de pulsos, para minutos. Algumas empresas telefônicas que operam no País já oferecem planos alternativos, cuja cobrança é feita sobre o tempo das ligações. No entanto, esses serviços já estão sendo alvo de reclamações.

Em Bauru, o bancário Marcos Lenharo, já pensando na necessidade da conversão, aceitou um plano oferecido por uma operadora que atende na cidade. Mas, segundo ele, as vantagens citadas pelo departamento comercial da empresa não apareceram na fatura. “Me disseram que, adquirindo o plano minutos, eu teria uma redução de 25% no gasto mensal. Não foi o que aconteceu. Na verdade, a conta ficou 18% mais cara”, reclama.

Lenharo diz que, assim que recebeu a primeira cobrança após adquirir o novo plano, entrou em contato com a operadora para reivindicar as vantagens enumeradas pelo vendedor. “Foi quando me informaram que o custo seria mais alto porque o plano é incompatível com o produto de Internet Ilimitada que eles oferecem”, relata.

Lenharo tenta, há três meses, cancelar o plano, mas por conta da burocracia da empresa, tem encontrado dificuldades. Até julho, quando todos os usuários da telefonia fixa do País terão de ter migrado para o plano cuja cobrança leva em consideração o tempo de conversação, o bancário pretende cancelar o serviço de Internet Ilimitada.

“Será uma forma de eu não ser lesado como estou sendo hoje”, avalia. Para Jose Fernandes Pauletti, presidente da Associação Brasileira de Prestadoras de Serviço Fixo Comutado (Abrafix), a conversão de pulso para minuto é uma medida benéfica. No entanto, ele salienta que o usuário precisa saber escolher o plano mais viável ao seu consumo.

“Acho que essa mudança trará mais transparência para os usuários. Ele saberá quanto falou ao telefone e, assim, poderá controlar o custo da conta”, destaca.

Apesar da avaliação de Pauletti ser pertinente, é importante que o consumidor fique atento ao escolher o novo plano telefônico. A telefonia fixa em Bauru, conforme o JC divulgou na semana passada, lidera o índice de insatisfação do consumidor bauruense.