08 de julho de 2026
Nacional

Celular ainda não chega a 2.300 cidades

Por Patrícia Zimmermann | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Enquanto o mercado de telefonia celular se aproxima da marca de 100 milhões de terminais ativos, 2.300 municípios brasileiros continuam sem acesso ao serviço por falta de cobertura, segundo dados divulgados ontem pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel ). Em 2006, 153 municípios passaram a contar com o serviço, que encerrou o ano com 99,918 milhões de celulares. Entretanto, 2.300 municípios brasileiros continuam sem acesso ao serviço de telefonia móvel.

Considerando a população dos municípios atendidos, no entanto, o serviço de telefonia celular está disponível para 89,42% da população brasileira, embora apenas 58,66% dos municípios tenham cobertura. Com 13,7 milhões de novos telefones móveis, a relação entre celulares por habitante aumentou 14,3% no último ano.

No fim de 2006, o total de celulares correspondia a 53,24% da população brasileira. Em 2005 esse número era de 46,58%. Apesar de uma queda de 5,46 pontos percentuais na sua fatia do mercado de celulares em 2006, a Vivo manteve a liderança com 29,08% dos terminais em serviço. Por outro lado, a TIM ganhou 2,03 pontos, passando de 23,42% em dezembro de 2005 para 25,45% em 2006, seguida pela Claro, que ampliou seu mercado de 21,64% para 23,9% no mesmo período.

A participação da Oi também cresceu de 11,99% para 13,09%, e da BrT GSM passou de 2,57% para 3,38%. A exemplo da Vivo, o grupo Telemig e Amazônia Celular, também teve sua participação reduzida no mercado de 5,3% para 4,65%. A CTBC Telecom Celular recuou de 0,45% para 0,37% e a Sercomtel Celular de 0,09% para 0,08%.

Internet

O consumidor brasileiro terá a partir de junho um plano mais barato de acesso à Internet por meio de linha discada. A associação de empresas de telefonia fixa (Abrafix) informou ontem que as operadoras vão oferecer dentro de cinco meses um pacote de dez horas de navegação na Internet por R$ 7,50.

O plano, que ainda deve ser aprovado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), é bem mais barato que o que é cobrado hoje pelas teles e, segundo o governo, deve ajudar a popularizar a Internet entre a população de baixa renda.