09 de julho de 2026
Nacional

Acusada de jogar bebê em lagoa deve ir a júri popular amanhã

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O julgamento da vendedora acusada de jogar a filha recém-nascida na lagoa da Pampulha, em Minas, em janeiro do ano passado, está marcado para amanhã, no 1.º Tribunal do Júri de Belo Horizonte. O bebê foi encontrado dentro de um saco plástico preto, boiando na lagoa, por pessoas que estavam nas proximidades. Em seu depoimento, a vendedora negou ter jogado a criança na água, mas admitiu ter entregue a filha a um casal que passava no local e atribuiu o crime aos desconhecidos. O Ministério Público acusa a vendedora de tentativa de homicídio.

Um homem retirou o bebê encontrado boiando na lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte (MG). Em depoimento à Polícia Civil, a vendedora - que continua presa - disse ter entregue a filha a estranhos porque temia não saber como cuidar dela adequadamente. A criança foi provisoriamente entregue à adoção.

Outro bebê

Na mesma semana em que a acusada de jogar a filha na Lagoa da Pampulha vai a júri popular, outra mãe é suspeita de jogar seu bebê em um córrego, em Minas Gerais. Ontem, o corpo de um recém-nascido foi encontrado em um córrego no centro de Bocaina de Minas (360 quilômetros de Belo Horizonte) por moradores da região. Peritos não souberam avaliar há quanto tempo o menino estava no córrego e se ele foi colocado vivo no local. Ele pesava cerca de três quilos e media 50 centímetros.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Wilson Fortes, há suspeitas de que a mãe do menino, de 26 anos, seja a autora do crime. Ela é mãe de outras três crianças. “Estamos esperando o laudo médico de Belo Horizonte ficar pronto para conseguirmos mais detalhes”, disse Fortes. Segundo ele, a mãe não deu muitas informações em seu depoimento, mas revelou que deu à luz o filho que esperava. Ela e o pai do menino, de 40 anos, foram liberados após prestarem depoimento.