08 de julho de 2026
Regional

Lençóis tem 3 casos suspeitos de dengue

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 3 min

Lençóis Paulista - A Diretoria de Saúde de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru) aguarda o resultado dos exames, enviados ao laboratório Adolfo Lutz, de três casos suspeitos de dengue notificados neste mês na cidade. Apesar das suspeitas, em dezembro de 2006 o índice de Breteau (IB), que mede a infestação de larvas do mosquito Aedes aegypti, foi menor que o índice registrado no ano anterior.

Assim que os casos foram notificadas pela Vigilância Epidemiológica, bloqueios preventivos foram realizados nas áreas onde moram os suspeitos, num raio de 100 metros de suas residências. Os pacientes estão em observação. Os três bairros em que foram realizados os bloqueios são: Centro, Vila Antonieta e Parque Rondon.

A Diretoria de Saúde de Lençóis Paulista aguarda para as próximas semanas o resultado dos exames. “Estamos aguardando a confirmação do Adolfo Lutz que tem atrasado muito os exames”, lamenta o diretor de saúde do município, Norberto Pompermayer.

As três pessoas suspeitas de estarem com dengue viajaram recentemente para outras regiões como Dracena, Mato Grosso e Ilha Comprida, no Vale do Ribeiro. Portanto, se confirmados os casos, eles serão todos importados.

O último caso autóctone da doença, ou seja, contraída em Lençóis Paulista, foi em 1998. Em 2006, foi confirmado um caso importado da doença em um lençoense que esteve na Praia Grande, litoral de São Paulo.

O IB em Lençóis Paulista, medido em dezembro último, ficou em 1,22. O índice é considerado baixo pelo diretor de saúde. Segundo ele, dezembro é um mês de altas temperaturas e chuvas constantes, ou seja, ambiente ideal para a proliferação do mosquito. Os índices toleráveis pelo Ministério da Saúde (MS) devem ficar abaixo de 1.

“Em dezembro nós fechamos o IB em 1,22, foi o maior do ano. Nós sempre estivemos abaixo de 1. Quando se tem o IB abaixo de 1, não existe risco de epidemia. Por outro lado, um IB de 1,22 nesta época do ano (de chuvas) é um índice até confortável”, analise Pompermayer.

Das três medições feitas em 2006, o IB de dezembro foi o único que ultrapassou o limite recomendado pelo MS. Mas isso não representa necessariamente uma preocupação, pois em dezembro de 2005 o IB ficou em 1,74, ou seja, maior que o registrado no final de 2006.

A diminuição do número de criadouros com larvas do mosquito da dengue em Lençóis Paulista em 2006, na comparação com 2005, é resultado da atuação constante dos agentes comunitários de saúde, conforme avalia Pompermayer. “Nós aumentamos muito os agentes comunitários de saúde e os PACS (Programas de Agentes Comunitários de Saúde). Nós temos hoje uma cobertura superior a 50% da cidade”, diz.

De acordo com o diretor, Lençóis Paulista conta hoje com 70 agentes comunitários de saúde e mais 15 agentes da Vigilância Sanitária. Segundo dados da Diretoria de Saúde, 80% os focos da dengue estão localizados no interior de residências ou estabelecimentos comerciais, que guardam objetos como pneus e vasos de plantas (que armazenam água parada), utilizados pelo mosquito para depositar as larvas.

Campanha

Segundo a assessoria de imprensa da Diretoria de Saúde de Lençóis Paulista, durante todo o ano é realizada campanha de prevenção à doença. Em novembro de 2006, os agentes de saúde realizaram a apresentação da peça de teatro “Lençóis contra a Dengue”, encenada por eles próprios nas creches e nas escolas de ensino infantil e fundamental do município.

Foram encenadas 50 peças nos meses de novembro e dezembro. Depois da apresentação do teatro as crianças receberam jogos educativos que visam ensinar crianças a identificar e eliminar os criadouros do mosquito.

Materiais informativos também são distribuídos pelos agentes em pontos estratégicos da cidade. Cerca de 20 mil panfletos trazendo dados sobre os principais criadouros da Dengue e sobre os sintomas da doença já foram entregues até agora. A idéia é que, através dos panfletos, a população possa checar, em sua residência, os possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, inseto transmissor da doença.

Além do trabalho educativo, a Diretoria de Saúde também está premiando os domicílios que não tenham focos de proliferação da dengue. Durante as visitas de rotina casa-a-casa, os proprietários das residências que estiverem de acordo com as orientações, ganham um brinde.