08 de julho de 2026
Politicando

Fé no juvenil


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“Em 1976, o juvenil noroestino, na concepção da maior parte dos dirigentes do profissional e principalmente do tesoureiro, era a vergonha do clube, como se o profissional vivesse ganhando e alegrando sua torcida. Apesar dos esforços do Flávio de Angelis, Zé Carlos Coelho e Wanderlei Putz, o time já entrava desmoralizado em campo além dos olhos “secadores” que vibravam a cada gol que o time sofresse. Pudera, eles achavam graça para agradar o treinador do profissional que tinha verdadeira bronca pelo amador.

Esse time não ganhou de ninguém até o dia em que foi chamado a representar Bauru nos Jogos Abertos do Interior e, talvez, por estar longe dos olhos do inimigo, esse “timinho” deu a Bauru as honras que o profissional estava devendo, com duas conquistas maravilhosas. Aí apareceram os cartolas para serem fotografados ao lado do time campeão e encherem os garotos de tapinhas nas costas. Falsidade suja e nojenta!

Enquanto o time decidia títulos em favor de Bauru, seu diretor Flávio Antonio de Angelis, depois de fazer tudo o que foi possível e não podendo entrar em campo para ajudá-los, permaneceu durante os noventa minutos dentro de uma igreja em Bauru, rezando pelo sucesso desse “timinho” desacreditado e ofendido. E Flávio não saiu nas fotografias e nem precisava disso”.

Extraído de “Onze Camisas Futebol Clube”, de José Carlos Galvão de Moura.

Enviado por Antonio Pedroso Jr.