Senhores diretores do Jornal da Cidade.
Considerando-me um leitor assíduo desse matutino, desde sua fundação, no dia 1.º de agosto de 1967, quando funcionava provisoriamente em prédio alugado, à rua 1.º de Maio, esquina com a Virgílio Malta, é que faço esse comentário.
Seus fundadores principais: Alcides Franciscato e Halim Aidar, mais 28 cotistas, tendo Nilson Costa como redator de coluna, e demais funções menores por 25 anos; à época, Bauru contava com três jornais diários: Folha do Povo, Correio da Noroeste e Diário de Bauru.
Com a morte de Halim Aidar, em acidente aéreo, Franciscato arregaçou as mangas, arregimentou mais cotistas que acreditavam em seu potencial de trabalho e dentro em pouco contavam com uma tiragem de 23 mil exemplares de jornais por semana e 34 mil aos domingos, considerados ótimos resultados.
Alguns poucos empecilhos que ameaçavam o desenvolvimento dessa empresa foram de pronto atropelados pela equipe do JC e postos de escanteio, assim permanecendo até hoje. Com tamanha garra de serviço, apoio dos cotistas e dedicação dos funcionários, logo se tornou um dos mais modernos e lidos jornais do interior brasileiro.
Sua atual diretoria, escolhida a dedo, todos experientes e capazes, com trânsito livre junto aos setores econômicos e sociais que mantêm o “PIB bauruense e regional mais estável”, é um referencial de prestígio para uma empresa jornalística, em franco desenvolvimento.
Esse matutino vem acumulando pontos positivos e elogios diversos, depois da criação da Tribuna do Leitor, pela maneira democrática e sem preconceito religioso, político ou étnico, quando alguma nota lhe é enviada para publicação, sem despesas e sem burocracia; a princípio era uma, agora são duas e logo serão três.
Através delas é que ficamos sabendo de eventos sociais, convites, elogios, reuniões e comunicados outros. Também é de onde tomamos conhecimento de apropriações indébitas vultosas, denunciadas por algum desafeto político, que o faz e tira o corpo fora, para não ser envolvido em escândalo. Mas não tem mais jeito...
O Ministério Público, que não dorme em serviço, com sua percepção desenvolvida por repetição de casos da mesma natureza, gravou em sua mente a responsabilidade de ambos, até que se prove o contrário.
Felisdeu Leão