07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Sem sobras

O anúncio feito pela Prefeitura de Bauru, ontem, de que não há sobras do Fundef a dividir com os professores do ensino fundamental neste ano causou reação negativa (esperada) entre os profissionais. As políticas de concessão de abono não resolvem as distorções da grade salarial e, freqüentemente, geram a incorreta expectativa de um ganho adicional no início de cada ano. Para quem não é bem remunerado, o abono é uma salvação e não premiação.

• Nos detalhes

A própria sistemática do Fundef é distorcida ao destinar 60% para a mão-de-obra do ensino fundamental, incluindo capacitação, enquanto que as unidades de ensino infantil ficam à míngua. O Fundeb vai só amenizar o problema e, enquanto isso não ocorre, o Sindicato dos Servidores acha que é preciso discutir aqui gasto por gasto - o critério de prioridade utilizado pela prefeitura para gastar os R$ 12,7 milhões em 2006.

• Eletrônicos

O sindicato quer sentar com a Secretaria de Educação e discutir onde foram consumidos os recursos, com ênfase para a aquisição de eletroeletrônicos. Que a área de educação sempre corre contra o tempo (e o orçamento) todo final de ano e é recordista de licitações para conseguir atingir a exigência de despesa mínima constitucional é sabido. Mas isso não inviabiliza a necessidade de se discutir o aparelhamento das escolas de forma racional.

• Reavaliação

A transferência da fiscalização do transporte de alunos para a Emdurb vai abrir possibilidade de se rediscutir o critério para a distribuição dos itinerários e a logística utilizada para que o serviço seja prestado pela iniciativa privada. Para a educação foi um alívio a medida tomada pela prefeitura, porque a pasta não tem condições de ir a campo ver se os ônibus estão em bom estado de conservação e outros itens de fiscalização.

• Estado passa

Dos cerca de 4.500 alunos transportados todo dia em Bauru, 3.500 são do Estado. Ou seja, o governo gasta energia com demanda que não é dele, ainda que por convênio regularmente firmado entre as partes. O Estado repassa a verba e a Delegacia Regional de Ensino (DRE) apenas informa o número de alunos, seus endereços e matrículas.

• Viabilidade

Sobre a crítica feita pela coluna de que ao anunciar a medida a prefeitura poderia não ter verificado que a transferência do serviço para a Emdurb iria aumentar despesa – já que a esta cobra pelas atividades que realizada para a prefeitura –, o prefeito Tuga Angerami afirma que é viável a mudança do ponto de vista operacional e também financeiro. “Todo investimento para melhorar o controle do sistema é viável e o custo acaba sendo necessário em razão da melhora na qualidade do serviço prestado”, argumenta.

• PFL se reúne

O presidente do PFL, Dudu Ranieri, está convocando uma reunião do diretório para amanhã, às 10h30, na sede do partido, 10-38 da Duque de Caxias, para discutir temas importantes da cidade e iniciar o planejamento para a eleição municipal de 2008. O objetivo é fazer um balanço sobre quem chegou, quem saiu e quem ainda vai compor o partido. “Pretendemos eleger pelo menos 2 vereadores”, antecipou Dudu.