09 de julho de 2026
Regional

Invasão de mariposas deve estar ligada a desequilíbrio ambiental

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

A invasão de mariposas nas cidades de Reginópolis, Uru e Pongaí deve ser resultado de um desequilíbrio ambiental, pois o predador delas é um tipo de peixe que provavelmente está faltando no rio Tietê. O inseto não transmite nenhuma doença. Aparece uma ou duas vezes por ano e morre em uma hora.

A conclusão é da engenheira agrônoma Maria José de Marques Garcia, da Unidade de Pesquisa de Desenvolvimento de Bauru, Agência Paulista de Tecnologia do Agro-Negócio.

Segundo a agrônoma, a análise foi feita em março do ano passado a pedido da Casa Agrícola de Reginópolis, que enviou uma amostra da mariposa para análise. “Depois disso não recebemos mais nenhuma amostra de inseto. Não sei se essa mariposas que está aparecendo é o mesma do ano passado.”

Para comparar um inseto com outro, a agrônoma vai solicitar nova amostra. “Vou pedir nova amostra de mariposa para saber se é da ordem Ephemeroptera.”

Embora as mariposas incomodem os moradores, segundo a agrônoma, caso seja a mesma ela é um indicativo de que a água tem boa qualidade. “Elas não vivem em água poluída e são atraídas pela luz. Não transmitem doenças e vivem pouco tempo, cerca de um dia.”

O inimigo natural desse tipo de mariposa, informa a agrônoma, é um tipo de peixe. “É ele que se alimenta da larva e controla os nascimentos. É possível que no rio esteja faltando esse peixe e por isso as larvas, em grande escala, estejam se transformando em mariposas.”

O controle do inseto é feito apenas pelo peixe. “Não tem como controlar de outra maneira. A larva é aquática”.