Rio de Janeiro - O investimento de indústrias brasileiras em controle ambiental subiu de R$ 10,5 bilhões em 1997 para R$ 22,1 bilhões em 2002, segundo pesquisa elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base em informações fornecidas pelas próprias empresas.
A participação das “despesas ambientais” em relação ao total de investimentos saltou de 13,9% em 1997 para 18,7% em 2002.
São considerados investimentos em controle ambiental aquisição de máquinas que já incorporam a concepção de tecnologia limpa, obras com estação de tratamento, gastos para funcionamento de equipamentos. A recuperação de áreas degradadas não entra nessa conta.
Em 2002, os segmentos de fabricação de coque, refino de petróleo, elaboração de combustíveis nucleares e produção do álcool declararam ter gasto o maior montante em controle do meio ambiente. Juntas corresponderam a 42,1% do total desses gastos. A fabricação de celulose e papel concentrou 15,5% dos gastos e a metalurgia básica, 10,4%.
Segundo a pesquisa, o investimento ambiental vem predominantemente de grandes organizações, sobretudo, a de bens intermediários (insumos), apontada como uma das que mais degrada o meio ambiente.
Para o instituto, esses investimentos podem ser fruto de exigências do comércio internacional ou do temor de perdas para a imagem das companhias.
O crescimento de uma cultura ambientalmente correta e o maior rigor de agências reguladoras também são apontados como causas do aumento desses investimentos.