Nossa luta
Quando o SNI começou desbaratar as células de resistência - anteparos da liberdade, braços da esperança - nos meios universitários, jornalísticos, culturais e eclesiásticos era tarde, a teia já estava formada. Com a explosão literal do Caso Riocentro, que matou um sargento e feriu um capitão do Exército em abril de 81, ficou impossível mesmo para a mente privilegiada de Golbery qualquer outra tática que não fossem “eleições amplas, gerais e irrestritas”.
Conseguimos bravamente a liberdade de imprensa, o direito ao voto, as eleições diretas, a constituinte, a cassação de marajás, o impeachment e as privatizações, mas parece que depois disso ficamos iguais aos amigos do peixinho Nemo que, quando conseguiram chegar ao mar, diante das possibilidades oceânicas da liberdade se perguntaram :
“E agora, o que faremos?”
É, amigo quarentão, hoje, diante de tanta sandice política, seria bom que você não perdesse seu norte e lembrasse de onde veio e para onde quer ir. Seria fantástico que nos erguêssemos e começássemos em casa por contar aos filhos qual era o preço da liberdade, só assim faremos um Brasil melhor e com valores morais.
Reajuste salarial de parlamentar, CPIs, Clodovil e Maluf são apenas reflexos distorcidos da liberdade que “nós mesmos” lhes concedemos através de nossas lutas sangrentas. “E assim das asas que teve icaro perverteu o uso ganhou-as para salvar-se usou-as para perder-se.” Não é o nosso caso. “Eia! Subamos e possuamos a terra que Deus nos confiou!” Este é o nosso caso.
Plínio Lopes Jr.
Felicidade
No preâmbulo da Constituição dos Estados Unidos, Thomas Jefferson declara que todas as pessoas têm o direito de buscar a felicidade, e Benjamin Franklin, o grande pensador, editor, escritor, humanista, inventor, cientista e estadista da América do período colonial sugere que a felicidade é encontrada quando observamos tudo em nosso redor com olhos positivos, embora existam coisas desagradáveis, Franklin nos aconselha a concentrar-nos nas coisas boas.
Eu, como milhares de americanos, descobri a felicidade de compartilhar minha vida com um dos mais nobres animais da Criação Divina, o irmão lobo, como o grande São Francisco considerou o feroz lobo que ele converteu no grande animal de estimação da cidade de Gubbio, onde o lobo viveu e compartilhou da vida de seus habitantes.
No ano de 2000 que passei na Califórnia, comprei um filhote de “High bred wolf dog”, de um índio descendente da tribo Tlingit do Alaska. O meu lobinho era um cruzamento de uma cadela meio sangue lobo e meio sangue Malamute com um “Timber Wolf” (lobo cinza-Canis lupus) do Alaska.
Gubbio, o nome que dei ao meu lobo, me trouxe tanta felicidade que após ter voltado para o Brasil em 2001 retornei à Califórnia para rever meus filhos e netos e para comprar uma lobinha no condado de Shasta, no norte da Califórnia.
Dei o nome de Taiga à minha loba, pois ela com um olho azul e o outro castanho me lembrava as estepes geladas da Rússia, depois de ela ter dado a primeira cria em 2003, ela escapou um dia e nunca mais voltou. Procurei por ela por muito tempo seguindo dicas que sempre terminaram em frustração.
No ano de 2006, perdi o Gubbio, morto por uma mordida de cobra, ainda sofro a perda desse grande companheiro, mas encontro consolo nos filhos e netos que ele e Taiga deixaram. Quando eles uivam para me saudar, sinto a felicidade de ser parte da alcatéia, uma sociedade de seres nobres, leais, companheiros, protetores e acima de tudo verdadeiros em seus sentimentos desprovidos de qualquer tipo de falsidade.
Professor Benedito S. Guedes de Azevedo
Insulado em Bauru
O insurgente coronel Jurandir Bizarria Mamede (da UDN) veio chefiar a 6ª. Circunscrição de Recrutamento (Bauru), em dezembro de 1955, como uma espécie de segregação político-social. Porque ele havia proferido uma patética catilinária contra a posse de Juscelino Kubitschek de Oliveira (do PSD) como presidente. Alegando que Juscelino só havia aquinhoado 30% dos votos. Zarcillo Barbosa, de quem sou fã de carteirinha, relembra tal fato no JC de 6/1/07.
Destilando magistralmente uma sutil ironia, Zarcillo diz que Mamede veio a Bauru para mandar em 1 sargento e 3 soldados. Hipérbole à parte, Mamede chefiou a 6ª. C.R. (Bauru), que abrangia 20 cidades (delegacias do serviço militar), com um efetivo de 113 militares.
Só em Bauru havia 13 oficiais e 50 praças (entre sargentos, cabos e soldados). Cinco anos após a drástica punição, Mamede foi promovido ao posto de general-de-brigada.
Gilberto Sidney Vieira - Professor - RG 3.476.358-2
Marília e Noroeste
Ao assistir o último derby regional entre Noroeste e Marília, pelo Campeonato Paulista de 2006, o comportamento das duas torcidas me fez refletir um pouco. Presenciei insultos e provocações através de coros e gestos de ambos os lados, faixas e até um funeral simbólico com um caixão com as cores do Marília. Apesar do pacto de paz feito entre as torcidas organizadas, os insultos prevaleceram. Para separá-las havia um “cordão” de policiais que tinham como função conter os mais exaltados que estavam ali somente para brigar. Estes nem assistiram ao jogo. Infelizmente, tudo isso é normal em um estádio de Futebol. Porém, eu, com os meus 34 anos, não consegui entender o comportamento de ambas as torcidas, pois não vivenciei nada que justificasse tamanha rivalidade e tamanho ódio entre elas, embora houvesse torcedores ao meu lado que narraram acontecimentos “históricos” que marcaram o confronto entre elas.
O que mais me chamou a atenção foi que mulheres, jovens, adolescentes e até crianças, que, com certeza, como eu, nunca presenciaram tal rivalidade, e talvez estavam em um estádio pela primeira vez, engrossavam o coro da torcida do Noroeste que gritava para os torcedores e jogadores do Marília em alto e bom som – “Segunda Divisão”. Tais comportamentos me fizeram lembrar de um e-mail sem autoria que recebi no qual explicava como são criados alguns paradigmas. Neste e-mail era relatada uma experiência na qual um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água gelada nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancadas. Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.
Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, da surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído. Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho de água fria, continuavam batendo naquele que tentasse chegar às bananas. Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: “Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui...” É exatamente dessa forma que vejo o comportamento de alguns torcedores que xingavam e gesticulavam sem saber o porquê. Apenas seguiam os demais.
E assim vai se perpetuando a rivalidade. Então, pergunto: o que justifica este tipo de comportamento? – “O Futebol é assim mesmo!” ou “Isso faz parte da cultura do Futebol!” são respostas extremamente medíocres frente à complexidade que envolve este tão adorado e praticado esporte. Felizmente, vivemos num País onde podemos dizer livremente qual Religião pertencemos, sem sermos perseguidos ou denegridos abertamente. Porém, infelizmente, não podemos transitar livremente com a camisa do time que torcemos sem corrermos o risco de sermos agredidos ou xingados.
Passar pela Rua Turiassu ou pela sede da Mancha Verde vestido com uma camisa do Corinthians pode ser interpretado como uma provocação ou uma conduta suicida. O mesmo se pode dizer dos redutos dos torcedores do São Paulo, Corinthians, Santos, Guarani, Ponte Preta entre outros clubes nos quais essas rivalidades são, na maioria, seculares. Mesmo com a rivalidade, qual o motivo da alegria de termos equipes do interior rebaixadas? Penso que só poderemos nos igualar às grandes equipes do futebol brasileiro se permanecermos na elite do Futebol e, assim, deixarmos de ouvir as baboseiras que os “Morsas” da vida, que têm espaço garantido nos programas esportivos, dizem a respeito do “medíocre” e “sem expressão” Futebol do interior. Até quando agiremos dessa forma? Até quando permitiremos que nossos filhos presenciem e, com isso, reproduzam esse tipo de comportamento? Até quando estragaremos o espetáculo?
Flávio Oliveira - professor de Educação Física
Audiência pública da Sagra
No último dia 08/01/2007 foi realizada na Câmara de Vereadores Audiência Pública enfocando “A extinção da Secretaria de Agricultura de Bauru”. Apesar das restrições estabelecidas pelo presidente Paulo Madureira logo no início da sessão, deve ser reconhecida a abertura democrática havida para ampla discussão, com embates que definiram claramente as duas posições: a oficial (pela extinção da Sagra no momento inicial, evoluindo em seguida para a fusão em Secretaria da Agricultura, Comércio, Indústria e Serviços) e a da população da zona rural e seus representantes, que querem a continuidade da Sagra. A democracia cresce e fica enriquecida, quando a opinião das pessoas diretamente envolvidas é ouvida.
Embora não seja freqüentador de Audiências Públicas, alguns aspectos chamaram atenção naquele dia: 1) as galerias da Casa de Leis estavam lotadas, com mais de 200 pessoas presentes, conforme lista de presença. Isto demonstra, o interesse que o ato dessa magnitude (extinção da Sagra) significa para essas pessoas, assim como sua importância para o setor; 2) a união de todos, integralmente comprometidos com a continuidade da Sagra no formato de Secretaria da Agricultura; 3) o comportamento exemplar dos participantes das galerias, acompanhando com interesse e respeito as manifestações dos oradores pró e contra a extinção da Sagra, sem vaias ou manifestação desautorizada, mas com aplausos. Em nenhum momento foi preciso intervenção do presidente pedindo ordem. Foi uma aula de cidadania e educação que merece registro nos anais da Câmara. Os senhores estão de parabéns, pois agiram como cidadãos civilizados de primeiro mundo e deixaram claro o que querem, e o que querem é saudável e legítimo. Cabe agora às autoridades fazerem a leitura.
Eng. Agr. Christopher Davies - RG 8.739.141
Dentre outras mil és tu Brasil...
O Brasil deparou-se, atualmente, com uma eleição repleta de propostas, democracia e, principalmente, ilusões. O resultado desse excesso de democracia só nos fez concluir que o brasileiro adora um assistencialismo, elegendo uma frente política com propostas, muitas vezes um tanto quanto insensatas.
Medidas assistencialistas que na “Era FHC” já eram numerosas tomaram proporções assustadoras nos últimos quatro anos. Já a educação apresentou crescimento inversamente proporcional a esse paternalismo, fato visivelmente notado no interior da Bahia, onde atualmente ocorre uma explosão demográfica devido ao salário maternidade - que fornece à mãe um valor correspondente ao último salário-de-contribuição não podendo ser inferior a um salário mínimo, para sustentar o filho até que ele atinja cinco anos de idade - com isso, muitas mães vêem nesse auxílio um meio para sustentarem suas famílias, uma vez que não são devidamente instruídas e educadas para perceberem que casos como esses provocam, futuramente, um alto contingente populacional de pessoas desempregadas e, em muitos casos, vivendo abaixo da linha da pobreza. Entretanto, não podemos negar que os políticos estão cumprindo os seus objetivos, afinal, uma população mal educada que vota em medidas paliativas e assistencialismo é o presente que todo político mal intencionado deseja.
Há alguns meses nos deparamos com a proposta de cerca de 90% de aumento para senadores e deputados. O mesmo fez com que o brasileiro se sentisse lesado e se interessasse mais politicamente. Esse aumento foi vetado, contudo, essa foi uma tática louvável para que o legislativo conseguisse um aumento menor que o de 90%, mas atingindo o valor de 12.000 reais. Esse aumento “inferior” fez com que o povo não se exaltasse, embora tivesse motivos para isso, uma vez que, em 2006 o salário mínimo aumentou, após muita luta, 50 reais, e o aumento de 16% para os aposentados foi vetado pelo atual presidente, mostrando o descaso com a população menos abastada e idosa do país.
O assunto vigente, hoje, é sobre o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), que se baseia na desoneração de tributos, pesada contenção dos gastos do governo e aumento dos investimentos públicos. Entretanto, o mesmo tem recebido críticas, pois não houve uma discussão mais aprofundada com os Estados para que as prioridades fossem acopladas ao plano, e o mais agravante é que o impacto integral da proposta só será realmente sentido no fim do mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.
Com o aumento do desemprego, que agora chega a 10%, com o crescimento da miséria e o aumento de “bolsas auxílio”, o Brasil depara-se em lua de mel com seus “políticos” que tanto estimam esse país... Até quando o povo vai aceitar isso??!!
Ana Cristina Trindade Cursino - estudante de Química
Péssimo exemplo
Bem ao estilo de suas novelas, a Rede Globo de Televisão deu uma tremenda pisada na jaca; pisada essa na contramão de direção da Segurança do Trânsito. No programa Globo Esporte de sexta-feira, 26 de janeiro de 2007, numa reportagem sobre o jogador Souza, do São Paulo Futebol Clube, mostraram belíssimas imagens do atleta dirigindo falando ao celular e sem estar usando o Cinto de Segurança; um péssimo exemplo de ambas as partes. Dá até para imaginar a cena e o diálogo do Souza e com um Policial de Trânsito:
- Sua Habilitação e os documentos do veículo, por favor!
- Pois não, seu guarda, aqui estão!
- Certo! Estão todos em ordem, mas o senhor vai ser autuado por estar dirigindo falando ao celular e por não estar usando o Cinto de Segurança.
- Calma aí, seu guarda! O senhor não pode me multar; eu sou o Souza, jogador do São Paulo. Eu estava falando com “Professor”, avisando que vou chegar um pouquinho atrasado ao treino de hoje... Sinceramente, eu gostaria de estar no lugar desse policial nessa situação; ainda mais sendo filmado pela Rede Globo. Claro que, se isso acontecesse, eu não apareceria na fita. Também, se aparecesse, seria transferido para o Iraque. Com um pedido de desculpa, talvez, fosse enviado para o Timor Leste.
Mas, considerando que no Brasil a cada 3.000 infrações cometidas apenas uma resulta em multa, o Souza vai continuar dirigindo falando ao celular com o “Professor” e sem Cinto de Segurança, traqüilamente. Se ao menos fosse jogador do Santos... Sebastião Laerte Fabro de Camargo.
Tião Camargo - instrutor e examinador de trânsito - Detran 18164/SSP/SP
Bauru indicada ao Oscar de melhor filme: "O buraco negro!"
Direção: Prefeitura Atual
Cenário: Ruas de Bauru
Iluminação: Nenhuma
Sonoplastia: Amortecedores e Pneus Danificados
Apoio: Borracharia Furaí Que Eu Remendo
Borracharia: Nós Crescemos com a Sua Desgraça
Borracharia: A Sua Queda é a Nossa Assenção
Fábrica De Asfalto Farofa Com Água
Fábrica De Asfalto: Lego Vai Montando Os Pedaços
Patrocínio: Airplaine Porque Voar Ainda É Mais Seguro
Seguradoras Automobilísticas Com Seguro Para Terceiros E Planos Segura Suspensão!
Fiquei muito feliz em saber que Bauru foi indicado como MELHOR FILME “O BURACO NEGRO”, uma superprodução da prefeitura atual que quer estar entre os melhores filmes do mundo. Acompanhe abaixo a Sinopse do filme:
Sinopse : “O BURACO NEGRO”
O filme conta a história de uma cidade que foi invadida por vários ETs, que faziam promessas de melhorar o local habitado por seres humanos, mas quando derepente por uma força conhecida como “radioeleitoral leppdisca” os ETs se rebelam e acabam fazendo buracos em toda cidade, pois descobrem no asfalto um sabor parecido com a farofa consumida pelos humanos. Mas o grande conflito aumenta quando os ETs ficam cada vez mais fortes ao se alimentarem de farofa, ops, quero dizer asfalto da cidade. Os humanos tentam de tudo para ver se conseguem tapar os buracos e acabar com os ETs, mas a força das águas transformam os buracos em grandes piscinas magnéticas que atraem os carros dos humanos para baixo da terra. Uma super produção que conta com efeitos especiais de causar inveja em muitos cineastas. Veja o comentário de um ator do filme:
José: ator- personagem: trabalhador
"Foi legal participar de um filme como esse realmente emocionante porque precisávamos de um cenário convincente e encontramos aqui justamente o queijo suíço que precisávamos para rodar o filme o pessoal da produção é muito competente até cenas de TSUNAMI tivemos nas nações unidas."
Diretor do filme:
"Fazer buraco negro não exigiu muito do nosso orçamento, a cidade se adequou as necessidades do filme e nós não precisamos nos empenhar em nada eles precisavam de buracos, e nós demos a eles todo suporte e buracos necessários para que o filme fosse rodado, agora estamos satisfeitos porque descobrimos que os buracos têm um sentido, tem um valor, esperamos ansiosos pela premiação do Oscar."
Vamos lá, Bauru, quem será que receberá a estatueta? AND THE OSCAR GOES TO...?
Huxley Ivens - diretor de teatro absurdamente impressionado com os buracos de Bauru-sp -rg 28.739.204-1. Ué? Cadê meu rg? acho que caiu num buraco
Fanfarronice
A tríade de bufões sul-americana, Evo Morales, Lulla da Silva e Hugo Chaves, está empurrando a América Latina ao subsolo do porão mundial. É de dar vergonha as estultices que os três propalam nos “fóruns” e “encontros” dos povos subdesenvolvidos, com seus discursos popularescos, sempre dotados de exacerbada auto-idolatria e falsa modéstia na condição de baluartes de um novo tempo, de uma nova era socialista. Para piorar, a indumentária sempre colabora com a fanfarronice, com ponchos, penduricalhos indígenas ou gorros ridículos.
A América do Sul nunca esteve tão relegada ao “esquecimento” como está atualmente, sendo preterida por nações igualmente subdesenvolvidas ou por gigantes em crescimento, como Índia e China. Aos olhos dos países desenvolvidos, somos o irmão retardado, aquele que pode estar por perto, é tolerado, mas não deve ou consegue acompanhar os demais nas tarefas mais complexas. Ademais, é típico de todo idiota a total falta de um senso de ridículo. Ele não consegue distinguir as falhas de sua precária existência, nem tão pouco perceber sua insignificância. Em arroubos dignos de zombaria, ele se regozija diante do aplauso de uma miríade de incautos e insipientes ouvintes, enquanto flâmulas são balançadas numa total falta de cadência. Insistem em atacar os “poderosos” porque, na verdade, sabem que jamais alcançarão o mesmo patamar. E os invejam. Nessa esteira, diante de tanta mediocridade, acredito que seja uma dúvida geral dos europeus se as grandes navegações portuguesas e espanholas do século XV, com destino à América do Sul, teriam sido um grande descobrimento ou uma grande perda de tempo.
Ivan Goffi - OAB/SP 165.173
Escola da Família
Algumas pessoas estão criticando o Programa Escola da Família (conforme noticiado na tribuna do leitor durante alguns dias no JC), dizendo que só gera gasto para o Governo e dizendo também não beneficiar a comunidade. Não acredito que essas pessoas que estão falando têm realmente um conhecimento do que significa esse programa, eu classifico isso como picuinhas, dor de cotovelo ou, quem sabe, até mesmo rixa política. Concordo em parte com a posição tomada pelo o Governo de fechar algumas escolas (principalmente as do Centro), que realmente não tinham um resultado esperado, por outro lado, uma pequena parte das unidades fechadas sofreu as conseqüências.
Eu (Valdomiro Fonseca) fui Educador Profissional durante três anos e quatro meses (08/2003-início do Projeto a 12/2006) no Programa Escola da Família na E. E. Profº Ayrton Busch, no Parque Jaraguá. Morador daquele bairro desprovido de equipamentos públicos e esquecido pelos governantes (políticos), pude perceber que o único espaço que os moradores tinham era aquele, e aquilo que é pouco para alguns pode ser muito para quem não tem nada, como é o caso da nossa periferia. Naquela escola ensinei muitas coisas na prática às pessoas que por ali passavam, aprendi muito também, convivi diretamente com a comunidade, com os universitários, voluntários, participantes das atividades e tantos outros. Montamos grupos de dança (street dance, axé), fizemos apresentações em Bauru e fora da cidade, resgatando um pouco do que aqueles (as) meninos (as) tinham e que ninguém dava a mínima para isso: a alto-estima, convivência comunitária, dignidade, solidariedade e a importância de ser um grupo. Oferecíamos, ainda, cursos de informática, pintura, desenho, ponto-cruz, entre outros, e também tênis de mesa, futsal (adulto e criança), basquete, artes marciais, filmes e muitas brincadeiras lúdicas.
Muitas vezes não é o retorno financeiro que pode compensar o trabalho desenvolvido, o simples fato de você poder dar a uma criança afeto, carinho, atenção, respeitá-la como respeita a sociedade que vive a base de protocolos e etiquetas basta. No início foi difícil para nós (educadores universitários, voluntários e profissional), mas aprendemos rápido com a convivência em grupo (inclusive com a comunidade). Eu, particularmente, superei muitas dificuldades impostas pelas burocracias do poder público e por algumas pessoas que acham que administrar coisas públicas é mandar no que está administrando, aí sim, o Governo teria que ser mais rigoroso, é inadmissível que ainda continua acontecendo fato do tipo. Este ano não estou no Programa, mas estou torcendo que o projeto continue, pois no nosso caso, que nada temos a oferecer às nossas crianças e jovens nos finais de semana por falta de estruturas físicas públicas e monitores para acompanhá-las, isso é muito bem-vindo. E nós?... Só agradecemos!
Agradeço a todos que trabalharam comigo (que durante esse tempo fomos uma família). Universitários: Andréa, Rosana, Ricardo, Janaína, René, Moisés, Cristiano, Leandro, Ezildinha, Marilene, Maiury e Sheila (os recém- saídos: Débora, Darci, Djeimy Renata, Nátalie e Robson). Ao profº de Educação Física - Milton Bertonha, à Gestora Dirce e ao Coordenador de Área - João Batista, à Equipe da Coordenação Regional e principalmente à comunidade do Parque Jaraguá e adjacências. Aos que ficaram, bons trabalhos, aos que saíram, desejo-lhes boa sorte em suas trajetórias.
Valdomiro Fonseca - Presidente da AMAJ - Associação de Moradores do Alto Jaraguá - educador do Programa Escola da Família por 3 anos e 4 meses
PSDB - Chinaglia
O repulsivo ato político do deputado Jutahy Magalhães em apoiar o candidato Chinaglia do PT de Lula e de Jacques Wagner, foi cruel apunhalada nos cidadãos brasileiros e bahianos que são oponentes de ambos e que não merecem a vil traição aos seus princípios morais, éticos e políticos. Escolher o dia da lavagem do Bonfim, o protetor da Bahia, mostra ato de escárnio e desamor à boa terra.
Luiz Edmundo Saraiva - OAB-RJ 113936