08 de julho de 2026
Polícia

Trio invade casa, faz reféns e é preso

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 2 min

Três homens – dois deles encapuzados e armados com um revólver e uma faca – invadiram uma casa, ontem à tarde, no Jardim Estoril 2, em Bauru. Eles fizeram reféns o dono da residência, Édson Evangelista, 66 anos, e o pintor Édson da Silva, 37 anos, que trabalhava no local no momento da abordagem.

A tentativa de roubo, no entanto, fracassou. A mulher de Evangelista, a dona de casa Diva Gonçalves, 65 anos, percebeu da sala onde estava assistindo TV que o marido e o pintor estavam sob a mira dos assaltantes. “Subi correndo a escada até a varanda, onde tranquei a porta e chamei a polícia. O policial ficou conversando comigo até as viaturas chegarem”, comentou, assustada.

Os três rapazes foram detidos pela Polícia Militar (PM) antes de deixarem a casa. Eles já haviam colocado no porta-malas de um dos carros que estavam na garagem, um Golf, uma TV 29 polegadas e um rádio CD.

Eles exigiram dinheiro e produtos de valor. “Eles diziam que queriam dinheiro e que me matariam se eu não atendesse o pedido. Também me pediram a chave do carro, mas eu não dei. Foi quando a polícia apareceu”, conta Evangelista.

O tenente Gustavo Cardoso Xavier, que comandou a operação, acredita que o assalto tenha sido planejado. Segundo ele, os capuzes, pedaços de corda e a tesoura encontrados na mochila dos rapazes presos são indícios que reforçam essa suspeita.

“É muito provável que eles não entraram nesta casa por entrar. Com certeza, devem ter planejado antes”, acrescenta. Na mochila dos assaltantes, também foi encontrada uma porção de maconha.

Conforme a PM, Roberto Oliveira Domingos, 27 anos, um dos detidos, é foragido da Penitenciária de Marília, onde cumpria pena por roubo. Os outros dois, Tiago da Silva e Tiago Feitoza, ambos de 18 anos, não tinham antecedentes criminais.

Até carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) o trio tentou levar.

A ansiedade deles foi tamanha que, segundo o dono da casa, um dos rapazes chegou a colocar o boleto no bolso. “Eu disse a ele: vai querer levar até conta para pagar? Sem graça, jogou o carnê no chão”, relata Evangelista.

“Não planejamos nada”

Ao JC, Feitoza negou que o roubo tenha sido planejado. “Não tem nada disso não. Estávamos passando, o senhor (Édson Evangelista, dono da residência) estava com o portão aberto, lavando a calçada. Por isso, resolvemos entrar”, explica.

Ele argumentou que pretendia roubar para ajudar a mãe no sustento da casa, já que tem mais dois irmãos e, segundo ele, o dinheiro sempre é curto.

Feitoza disse que, em nenhum momento, eles pretendiam matar ou ferir os reféns. “A gente só queria assustar eles para conseguir dinheiro”, alega.